Rio de Janeiro, 07 de Agosto de 2026

Congresso colombiano vence Uribe ao aprovar reforma política

Quarta, 18 de Junho de 2003 às 15:45, por: CdB

O Congresso Colombiano, depois de várias tentativas mal sucedidas nos últimos 25 anos e apesar da oposição do governo, aprovou uma reforma que regula a atividade política e obriga os partidos a se organizarem. O governo do presidente Álvaro Uribe era contra a reforma, aprovada na noite da última terça-feira, porque considera que alguns de seus artigos se opõem a um projeto de referendo que atualmente é analisado por um tribunal. Uribe tentou até a última hora atrapalhar e arquivar a iniciativa aprovada pelo Congresso, que, segundo pesquisas recentes, é considerado uma das instituições mais corruptas, custosas e ineficientes da Colômbia. A reforma, de 15 pontos, estabelece normas para a criação de partidos políticos, os quais deverão obter pelo menos 200.000 votos válidos nas eleições para serem reconhecidos pelas autoridades eleitorais e chegar ao Congresso. Além disso, estabelece limites econômicos para o financiamento das campanhas com recursos estatais e privados, e sanciona com a perda de investimentos os candidatos eleitos que violaram a lei. Outro artigo que se destaca dentro da reforma política é o que fixa sanções para os congressistas que não acatem as orientações de seu partido. Quando a reforma entrar em vigência, todos os partidos políticos reconhecidos pelas autoridades eleitorais deverão apresentar uma lista única para as eleições e terão que decidir se aplicarão ou não o voto preferencial, quando o eleitor pode eleger o candidato de sua preferência dentro de uma lista. Até agora os partidos reconhecidos podiam inscrever dezenas de listas para as eleições legislativas. - A reforma responde a uma enorme necessidade do país de reforçar sua democracia. Dá seriedade e dignidade à política - disse o senador Carlos Holguín, presidente do Partido Conservador. Mas os opositores da reforma, como o senador Rafael Pardo, que apóia o presidente Uribe no Congresso, disse que as novas medidas vão contra o referendo proposto pelo governo. De acordo com Pardo, enquanto o voto consultivo busca congelar o gasto no setor público, a reforma aumenta os gastos com o financiamento das campanhas políticas que o Estado deverá assumir.

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