Distúrbios e incêndios ocorreram em Bangcoc nesta quarta-feira, depois da invasão militar do acampamento dos manifestantes antigoverno. Os líderes do protesto renderam-se, mas quatro pessoas morreram em confrontos, e os incidentes chegaram ao norte da Tailândia. Os manifestantes incendiaram pelo menos cinco edifícios, inclusive a sede da Bolsa e o Central World, segunda maior loja de departamentos do Sudeste Asiático, além de atacarem uma emissora de TV. Havia ainda distúrbios em vários pontos da capital, de 15 milhões de habitantes.
Cerca de 100 funcionários do Canal 3 de TV ficaram retidos na cobertura do edifício, e a maioria foi retirada de helicóptero, segundo a imprensa local. A energia foi cortada na rua Sukhumvit, onde habitualmente há grande movimentação de turistas, profissionais e moradores de condomínios de luxo. Horas antes, o Exército dissera que a situação estava sob controle.
O primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva impôs toque de recolher em Bangcoc entre 20h de quarta-feira e 6h de quinta-feira (de 10h a 20h de quarta em Brasília), sob a alegação de que as forças de segurança precisavam de condições para exercer suas funções.
Durante a manhã (madrugada no Brasil), tropas em veículos blindados, disparando armas semiautomáticas, avançaram sobre uma área que passou mais de seis semanas ocupadas pelos manifestantes "camisas vermelhas". Quando os soldados cercaram a principal área dos protestos, os líderes do movimento ofereceram sua rendição, embora muitos seguidores pedissem - muitos chorando - que eles continuassem lutando. Disparos eram ouvidos próximos dali.
Momentos depois, a TV mostrou, ao vivo, quatro líderes "camisas vermelhas" sendo levados pela polícia, e um porta-voz do Exército disse que o local dos protestos estava sob controle militar, e que as tropas haviam suspendido as operações.