O EIIL fundou um califado em áreas controladas pelo movimento radical islâmico no Iraque e na Síria
Em novos combates, neste sábado, integrantes das forças pró-governo do Iraque enfrentaram os rebeldes do Movimento Estado Islâmico e Levante (EIIL), ao sul de Bagdá, após a série de baixas ocorridas há algumas horas, segundo fontes das forças armadas iraquianas, quando ataques com morteiros ocorreram na cidade de Jurf Al Sakhr e causaram a morte de 11 soldados e 12 membros da milícia Asaib Ahl Al Haq. De acordo com um oficial militar e um médico do Exército, mais sete soldados foram feridos durante a reação do governo contra os radicais, que fundaram um califado em áreas controladas no norte do país e na Síria.
O Iraque enfrenta, desde o início de junho, uma ofensiva de rebeldes sunitas, liderada pelos jihadistas radicais que se apoderaram de vastas áreas de territórios no Norte e Leste do Iraque. Mais de 1,6 mil pessoas, na sua maioria civis, morreram em julho em confrontos no Iraque, conforme dados oficiais divulgados na sexta-feira.
De acordo com os dados revelados pelos ministérios do Interior, da Defesa e da Saúde, as vítimas da violência no país, no mês passado, chegaram a 1.669, das quais 1.401 civis, 185 soldados e 83 agentes da polícia. Mas junho registrou o maior número de mortos, com mais de 2 mil, saldo que não era registrado desde 2007.
Entre as vítimas, no mês passado, encontram-se também voluntários envolvidos nas milícias aliadas do governo na luta contra os rebeldes. Do lado dos sunitas, não foram fornecidos dados sobre o número de mortes.
O representante das Nações Unidas no Iraque, Nickolay Mladenov, calcula um número maior de vítimas que pode ultrapassar a 1,7 mili mortos em julho.
– Estou preocupado com o aumento do número de vítimas no Iraque, particularmente entre a população civil. As mulheres e as crianças são as mais vulneráveis – concluiu.
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