Os confrontos com militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) eclodiram no distrito de Uludere, na província de Sirnak, em um posto de controle perto de uma prisão
Por Redação, com Sputnik e Reuters - de Caraca/Beirute/Paris:
Cerca de seis soldados turcos foram mortos e um ficou ferido nesta segunda-feira em confrontos com militantes curdos no sudeste da Turquia, segundo informações de fontes médicas e de segurança locais.
Os confrontos com militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) eclodiram no distrito de Uludere, na província de Sirnak, em um posto de controle perto de uma prisão, disseram fontes de segurança citadas pela agência inglesa de notícias Reuters.
O PKK, considerado uma organização terrorista por parte de Ancara, busca a autonomia do povo curdo em uma insurgência que já dura três décadas no sudeste do país, onde vivem mais de 15 milhões de curdos. Os confrontos entre o PKK e o governo turco se intensificaram novamente em julho de 2015, após o colapso de um cessar-fogo mantido por dois anos. Desde então, o conflito já matou centenas de rebeldes, civis e membros das forças de segurança.
Estado Islâmico
Um homem-bomba se explodiu em uma rua comercial de Bagdá no domingo, matando sete pessoas e ferindo 28, disseram fontes policiais, num momento em que o Estado Islâmico intensifica ataques no Iraque.
O grupo sunita radical reivindicou o ataque em Iskan, um bairro de maioria xiita no oeste da capital iraquiana.
A agência de notícias Amaq, dos militantes, disse que o bombardeio tinha como alvo membros da Organização Badr, a mais poderosa milícia xiita iraquiana, que é apoiada pelo Irã.
O Estado Islâmico intensificou ataques a bomba em áreas controladas pelo governo do Iraque este ano, uma vez que tem perdido território para as forças iraquianas apoiadas pelos Estados Unidos e para milícias xiitas apoiadas pelo Irã.
Adolescentes francesas
A polícia francesa deteve, em meados de setembro, duas jovens de Nice suspeitas de ligações com Rachid Kassim, militante do Estado Islâmico, informou no domingo a promotoria de Paris.
As jovens, de 17 e 19 anos, utilizaram o sistema Telegram de mensagens para se comunicar com Kassim, suspeito de participar ou planejar vários ataques na França, disse um porta-voz, confirmando uma reportagem do jornal Le Parisien.
– Elas foram incitadas a cometer um ataque a alvos específicos em retaliação à morte recente do porta-voz do Estado Islâmico (Abu Muhammad al-Adnani) – disse ao Le Parisien uma fonte próxima à investigação.
Segundo o jornal, as adolescentes confirmaram ter considerado o ataque antes de abandonarem a ideia.
Ao menos outros quatro adolescentes, todos suspeitos de conspirar para matar em nome do Estado Islâmico, foram presos em cerca de 10 dias no início de setembro pela Diretoria Geral de Segurança Interna, uma agência de inteligência francesa, que observou os suspeitos pelas redes sociais.