Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2026

Confrontos após eleições deixa mortos e feridos na Nigéria

Confrontos pós-eleitorais em diferentes partes do Norte da Nigéria provocaram "numerosos mortos" nesta terça-feira de madrugada, disse um responsável pela Cruz Vermelha nigeriana.

Terça, 19 de Abril de 2011 às 09:27, por: CdB
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Confrontos pós-eleitorais em diferentes partes do Norte da Nigéria provocaram "numerosos mortos" nesta terça-feira de madrugada, disse um responsável pela Cruz Vermelha nigeriana. – A situação acalmou-se relativamente agora, mas manifestações violentas tiveram lugar durante a noite, especialmente (nos Estados de) Kaduna, Katsina e Zamfara – declarou Umar Abdul Mairiga, coordenador da Cruz Vermelha, citado pela agência francesa de notícias AFP, sem acrescentar mais detalhes. Mais de 15 mil pessoas foram deslocadas devido aos confrontos no domingo no Norte, de maioria muçulmana, quando se apresentava a vitória do presidente Goodluck Jonathan, um cristão do Sul, segundo relato da Cruz Vermelha. Dos confrontos resultaram vários mortos, afirmou na segunda-feira um responsável da segurança sem dar um número exato. O anúncio oficial da vitória de Jonathan aconteceu na noite passada. Patrulha nas ruas Soldados patrulhavam as ruas do norte da Nigéria, nesta terça-feira, e ativistas começaram a levantar o saldo de mortes da rebelião sangrenta contra a vitória eleitoral do presidente Goodluck Jonathan. Ainda segundo a Cruz Vermelha, além dos mortos, centenas ficaram feridas e milhares foram desalojadas na véspera, durante os protestos por todo o norte nigeriano de apoiadores do rival local de Jonathan, o ex-militar Muhammadu Buhari, que afirma que a eleição foi forjada. Igrejas, mesquitas, casas e lojas foram saqueadas. No início desta terça-feira havia bolsões de violência nas imediações das grandes cidades, onde a presença militar é menor. – Houve uma escalada em áreas de Zamfara, Katsina e Kaduna (Estados), nas cercanias das capitais – disse Umar Mairiga, coordenador da administração de desastres naturais da Cruz Vermelha. Socorristas disseram que não puderam chegar às vizinhanças mais afetadas e ainda não podem fornecer um saldo de mortes, embora um toque de recolher imposto em pelo menos cinco Estados pareça ter sido relaxado para permitir a movimentação em algumas áreas. Pneus queimados em ruas laterais eram vistos em vários quarteirões na vizinhança de Tudun Wada, na cidade de Kaduna. Soldados ocupavam postos de controle a cada poucas centenas de metros. Os feridos lotavam as ruas do lado de fora de um hospital do Exército, vários com curativos ensangüentados em volta da cabeça. Moradores cristãos que fugiram para alojamentos militares e policiais em Kano para se abrigar durante os tumultos culpavam Buhari, cujo partido se recusou a aceitar os resultados segundo os quais Jonathan venceu a eleição de sábado com 59 por cento dos votos. – Como ele pode alegar fraude? Jonathan ganhou em todo o país. Eles deveriam aceitar os resultados ao invés de matar e destruir pessoas e propriedades. Estou aqui com minha família no alojamento ao invés de comemorar a recém-fundada democracia da nação – disse Olaoye Ade, que fugiu com sua esposa e seus filhos para instalações policiais em Kano. Os números da votação mostram o quão polarizado está o país de 150 milhões de habitantes, com Buhari, de 68 anos, arrebatando o norte e Jonathan, de 53 anos, conquistando o sul de maioria cristã. Observadores afirmaram que o pleito foi o mais justo em décadas na nação mais populosa da África, que tem um longo histórico de eleições manchadas por fraude e intimidação. Diplomatas, analistas e apoiadores do partido governista criticaram Buhari, que tem forte apoio da população nativa do norte, por não ter pedido calma de maneira clara e condenar a violência sendo perpetrada em seu nome. Uganda Na Uganda, outro país da região central da África, a polícia mantém preso o líder opositor Kizza Besigye, que participaria em uma manifestação na capital do país na noite passada. – Besigye foi detido no momento em que saía de casa nesta manhã. Ele está detido na delegacia de Kasangati, na periferia de Kampala – declarou Alice Alaso, secretária-geral do partido Fórum para a Mudança Democrática. Judith Nabakooba, porta-voz da polícia, confirmou a detenção, mas afirmou que a mesma não tem relação com a manifestação prevista para esta segunda-feira. As Nações Unidas mantêm observadores na Uganda e Nigéria.
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