Rio de Janeiro, 13 de Fevereiro de 2026

Confronto entre norte-americanos e rebeldes provoca 13 mortes no Iraque

Helicópteros norte-americanos abriram fogo contra rebeldes xiitas durante um confronto ocorrido na madrugada desta sexta-feira, matando ao menos 13 pessoas, segundo a polícia iraquiana. (Leia Mais)

Sexta, 24 de Agosto de 2007 às 08:44, por: CdB

Helicópteros norte-americanos abriram fogo contra rebeldes xiitas durante um confronto ocorrido na madrugada desta sexta-feira, matando ao menos 13 pessoas, segundo a polícia iraquiana.

Uma fonte policial informou que 13 corpos foram levados ao necrotério do hospital Al Hakim. Outras 13 pessoas foram tratadas de ferimentos no local.

De acordo com o Exército norte-americano, uma patrulha foi atacada e oito rebeldes morreram, sem fornecer detalhes.

"As forças da coalizão tomaram todas as precauções para impedir que civis fossem atingidos", disse o Exército dos EUA em um comunicado.

O confronto ocorreu em Shula, região sunita a oeste de Bagdá onde crianças e mulheres dormem nos telhados das casas para se protegeram de ataques.

Imagens de TV mostraram janelas de casas e carros quebradas depois de serem atingidas por disparos efetuados durante confrontos entre rebeldes e soldados.

- Nós exigimos que o governo e o Parlamento iraquiano impeçam os americanos de interferirem em Shula - disse o líder tribal Sabeeh al Sharji. - Como vocês podem ver, civis estão dormindo em telhados. Estes ataques freqüentes aterrorizam crianças e mulheres.

Homens fiéis ao clérigo radical xiita Muqtada al Sadr também expressaram descontentamento com as freqüentes ações militares americanas no país, e disseram que irã organizar protestos em Bagdá caso soldados dos EUA continuem a agir em regiões xiitas da capital.

Tropas americanas realizam ofensivas --principalmente em Cidade de Sadr, bastião do Exército de Mehdi, grupo armado fiel a Al Sadr-- para deter células terroristas acusadas como responsáveis por ataques a bomba contra as forças de coalizão na capital.

Em outra operação na cidade de Tarmiya (norte), soldados dos EUA mataram sete supostos rebeldes.

Um relatório divulgado ontem pela Estimativa Nacional de Inteligência sobre o Iraque (NIE) aponta que o governo iraquiano, liderado pelo premiê Nouri al Maliki, continua "incapaz de governar a si mesmo" e é prejudicado pela ausência de uma "liderança forte".

De acordo com os analistas, a violência no país continua 'alta' e os diferentes grupos sectários permanecem "sem reconciliação", enquanto a rede Al Qaeda no Iraque continua sendo capaz de realizar ataques de grande proporção, apesar dos esforços do governo.

O relatório - resultado do trabalho conjunto de 16 agências de inteligência - também expressa profundas dúvidas de que o governo de Maliki possa deter as divisões sectárias e promover as medidas necessárias para promover a união política.

"As tensões da situação da segurança e a ausência de líderes fortes instalaram debates políticos, atrasando a tomada de decisões e aumentando a vulnerabilidade de Maliki".

No entanto, de acordo com o NIE, afastar o premiê do cargo - como defendem alguns críticos da administração xiita no Iraque e nos EUA - poderia paralisar o governo iraquiano.

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