Rio de Janeiro, 15 de Setembro de 2026

Confronto entre manifestantes e policiais deixa ao menos 16 mortos na China

A polícia chinesa matou a tiros 14 pessoas na cidade de Kashgar, na antiga Rota da Seda, durante um protesto no qual dois policiais também morreram, informou o governo local nesta segunda-feira.

Segunda, 16 de Dezembro de 2013 às 09:15, por: CdB
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O governo regional disse que a polícia foi atacada por uma gangue lançando explosivos
A polícia chinesa matou a tiros 14 pessoas na cidade de Kashgar, na antiga Rota da Seda, durante um protesto no qual dois policiais também morreram, informou o governo local nesta segunda-feira. Esse é o mais recente protesto violento na afastada região de grande população muçulmana de Xinjiang, no oeste da China. O governo chinês culpa militantes islâmicos de planejarem uma guerra santa no local. Ao descrever o incidente que aconteceu na noite de domingo, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Hua Chunying quase culpou militantes islâmicos diretamente, mas se corrigiu a tempo e disse que uma "violenta gangue terrorista" atacou a polícia com explosivos. - Novamente mostraram a verdadeira face do terrorismo violento. Eles devem ser condenados por todas as pessoas que amam a paz e a estabilidade - disse a porta-voz a jornalistas. "Essa conspiração não recebe apoio popular e está fadada ao fracasso." O governo regional disse que a polícia foi atacada por uma gangue lançando explosivos e empunhando facas quando tentava prender "criminosos suspeitos" em uma vila próxima a Kashgar. - A polícia respondeu decisivamente - disse o governo em um breve comunicado, acrescentando que duas pessoas foram detidas e investigações já estão sendo conduzidas. Em um episódio violento similar, pelo menos nove civis e dois policiais morreram quando um grupo de pessoas armadas com machados e facas atacou uma delegacia também perto de Kashgar no mês passado, segundo a mídia estatal. Xinjiang tem sido cenário de numerosas manifestações nos últimos anos, que Pequim diz ser responsabilidade do grupo separatista Movimento Islâmico do Turquestão do Leste, mesmo que especialistas e grupos de direitos humanos lancem dúvidas sobre a existência de um grupo coeso.
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