Segundo informações da Polícia Militar, o homem que morreu foi encontrado com uma pistola de uso restrito das forças policiais e uma mochila com munições
Por Redação, com ABr - do Rio de Janeiro:
Um homem morreu durante um confronto armado entre policiais militares e criminosos, na madrugada desta segunda-feira, no Morro da Coroa, no Centro do Rio de Janeiro. A região é alvo de confrontos armados desde a última sexta, devido a disputas pelo controle de pontos de vendas de drogas.
Segundo informações da Polícia Militar, o homem que morreu foi encontrado com uma pistola de uso restrito das forças policiais e uma mochila com munições. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
A morte foi registrada na Divisão de Homicídios da Polícia Civil. O Batalhão de Choque da Polícia Militar segue reforçando o patrulhamento na região.
UPPs
De 2007 até setembro deste ano, o número de mortes evitadas no Rio de Janeiro chegou a mais de 21 mil, de acordo com o ISP (Instituto de Segurança Pública). Segundo o estudo, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) contribuíram para a redução de vítimas fatais, principalmente na Região Metropolitana do Rio.
– A Polícia Militar assumiu espaços de exclusão, onde os serviços não chegavam. A presença das Unidades de Polícia Pacificadora evita muitos problemas, já que há uma articulação maior nessas áreas – explicou o coordenador-geral das UPPs, coronel André Silva de Mendonça.
Segundo o coronel, mais oferta de empregos e uma presença maior de escolas e outros serviços refletem positivamente no trabalho que as unidades pacificadoras podem fazer nessas regiões.
Mais de 30 áreas beneficiadas
A primeira Unidade de Polícia Pacificadora foi instalada no Morro Dona Marta, em Botafogo, em 2008. O programa já cobre 38 comunidades e mais de 260 localidades, com um efetivo de quase 10 mil policiais.
Detentos
Para garantir o acesso aos direitos sociais dos internos do sistema penitenciário fluminense e seus familiares, o Governo do Rio de Janeiro realiza o projeto Identificando Cidadão. A ação ajuda a erradicar o sub-registro da população carcerária.
Em parceria com o Detran-RJ, o Ministério do Trabalho e Emprego e a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado do Rio (Arpen), o projeto emite documentos como identidade, segunda via de certidão de nascimento ou de casamento, registro de nascimento, CPF, carteira de trabalho e previdência social.
Segundo dados de julho deste ano, 4.233 presos, o que representa 8,5% da população prisional Fluminense, são classificados como “sem identificação civil”, ou seja, sem uma carteira de identidade emitida no Estado do Rio. Durante o ano de 2015 até hoje, o projeto já entregou 2.030 registros de nascimento e 1.737 carteiras de identidade.
Familiares
Além da efetivação da cidadania da população carcerária, o Identificando Cidadão viabiliza a documentação dos familiares dos internos, já que os documentos são exigidos no ato do credenciamento para visitação.
– Algumas vezes, o interno ingressa sem qualquer documentação e contamos com toda a equipe para garantir o resgate da cidadania – ressaltou a coordenadora de Serviço da Secretaria de Administração Penitenciária, Claudia Maria Pires da Mota.
Para intensificar o projeto, foi criado um trabalho de checagem de dados, através de entrevistas.