Pelo menos treze insurgentes morreram e quinze foram presos em conflitos com fuzileiros da marinha dos EUA perto da cidade de Baquba, cerca de 60 quilômetros ao norte de Bagdá, informaram fontes militares.
Os combates começaram de madrugada quando unidades da Primeira Divisão de Infantaria, acompanhadas por uma brigada da nova polícia iraquiana, se infiltraram em uma área agrícola conhecida como Buhriz, vizinha à conflituosa Baquba, em busca de elementos hostis.
Os insurgentes responderam com tiros de morteiro e armas leves e enfrentaram os soldados entre os palmeirais durante quase seis horas, explicou o comandante Neal O'Brian, porta-voz da Primeira Divisão de Marines, que atua no problemático "triângulo sunita", centro da insurgência no Iraque.
"Os marines, acompanhados por membros da Guarda Nacional iraquiana, conseguiram entrar em Buhriz às três da manhã (hora local, 20:00 de Brasília) e depois de uma hora de batalha conseguiram destruir uma suposta base dos insurgentes", explicou O'Brian.
"Várias horas depois, recebemos tiros de morteiros que foi repelido com unidades de artilharia". Nenhum soldado americano ou militar iraquiano ficou ferido na operação, acrescentou o porta-voz.
Fontes do hospital de Baquba disseram, no entanto, que pelo menos um guarda-civil iraquiano e mais nove pessoas entraram hoje com diversos ferimentos.
Vizinhos da localidade explicaram à rádio iraquiana que os feridos eram membros de uma mesma família que estavam em casa quando um projétil caiu sobre o imóvel, sem que se saiba se foi um ataque ou um acidente.
Baquba, da mesma forma que as cidades de Faluja, Ramadi e Samarra, está no denominado "triângulo sunita", uma área agreste ao norte de Bagdá onde se acredita que atue o islâmico radical de origem jordaniana, Abu Musab al-Zarqawi, considerado pelos Estados Unidos a principal ameaça terrorista no Iraque.
Por outro lado, o comando militar na capital anunciou hoje a morte de um soldado, vítima de uma bomba de fabricação caseira que explodiu quando sua patrulha escoltava um comboio de abastecimento de petróleo.
O ataque aconteceu ontem às 16:00 horas local (09:00 de Brasília), na província de Beiji, cerca de 250 quilômetros ao norte da capital, acrescentou a fonte antes de especificar que o segundo soldado, da Primeira Divisão de Infantaria, não corre risco de vida.
Com sua morte, sobe para 904 o número oficial de militares dos EUA mortos no Iraque desde o começo, em março de 2003, da invasão e posterior ocupação anglo-americana deste país.
Em Bagdá, um grupo de pistoleiros assassinou hoje um ex-vereador da época do deposto presidente Saddam Hussein quando ele ia em seu veículo pelo sul da capital, informaram fontes policiais iraquianas.
O ex-vereador, identificado como Khaled Dawud, antigo responsável do bairro meridional de Nahriya, foi baleado de carro que se aproximou no distrito de Ad Dura, no sul de Bagdá.
No ataque também morreu um dos filhos de Dawud, que o acompanhava no veículo no momento do ataque, acrescentaram as fontes.
Até agora não se sabe se o assassinato foi por motivos políticos ou é uma das centenas de ataques praticados por grupos mafiosos em busca de dinheiro.
Nas últimas semanas foram assassinados desta forma seis altos funcionários do novo governo interino, entre eles dois governadores de província, um Diretor Geral do Ministério da Defesa e um ex-general do exército
Ao oeste da capital, em uma das estradas de saída de Bagdá em direção oeste, um carro-bomba explodiu sem causar vítimas, informaram fontes policiais.