MONTEVIDÉU, 22 AGO (ANSA) - O conflito diplomático entre a Argentina e o Uruguai em torno da construção da fábrica de pasta de celulose UPM (ex-Bótnia) "está enterrado", garantiu hoje o chanceler argentino, Héctor Timerman.
Ele afirmou que "a relação é e será ótima" com as autoridades uruguaias, agora que o conflito sobre o prédio, erguido ao lado do rio Uruguai, foi resolvido com a criação de uma comissão mista de vigilância ambiental.
Em entrevista ao jornal uruguaio La República, Timerman manifestou que os dois países têm "uma relação que poderá crescer e ser melhorada, seguramente, mas que está em um bom momento, no qual não há nenhum conflito aberto".
O chanceler atribuiu a chegada de José Mujica à Presidência uruguaia em 2010 como um ponto de inflexão positiva das relações diplomáticas.
Segundo Timerman, essa relação "se dá em um marco de coincidência muito grande que há hoje entre o governo da Argentina e do Uruguai, tanto para os temas bilaterais como para os temas regionais e globais".
"Temos uma visão muito parecida dos temas que estamos enfrentando e temos a intenção de trabalhar juntos para que estes tempos pelos que a região atravessa possam ser utilizados da melhor maneira em benefício da nossa gente", defendeu.
Entre 2005 e 2010, as relações diplomáticas entre Argentina e Uruguai foram afetadas duramente por causa da instalação da UPM na cidade uruguaia de Fray Bentos, na margem do rio Uruguai.
Os habitantes do município argentino de Gualeguaychú protestaram, afirmando que a indústria poluía o rio. O Estado argentino levou a questão ao Tribunal de Justiça Internacional, em Haia, que decidiu pela manutenção da fábrica no local, com a condição de criação de um sistema de monitoramento.
Atualmente, os dois países planejam criar uma candidatura conjunta para receber a Copa do Mundo de 2030 e recentemente assinaram onze convênios bilaterais. (ANSA)
CONFLITO ENTRE ARGENTINA E URUGUAI ESTÁ ENTERRADO, DIZ TIMERMAN
Segunda, 22 de Agosto de 2011 às 05:30, por: CdB