A polícia alemã entrou em confronto neste domingo com pessoas que festejavam o 1o de maio em Berlim e com manifestantes esquerdistas em Leipzig. Cerca de cem pessoas foram presas.
A violência em Berlim começou quando 1.500 manifestantes de esquerda tentaram caminhar em direção ao quartel-general da editora conservadora Springer, mas foram interrompidos pela polícia na entrada do prédio.
Alguns manifestantes viraram um carro estacionado, enquanto outros atiravam coquetéis molotov, pedras e garrafas contra os policiais em um confronto a cerca de 150 metros da entrada da empresa.
Mais cedo, na cidade de Leipzig, no leste do país, a polícia atirou com canhões de água em manifestantes de esquerda que enfrentaram a tropa de choque. Trinta manifestantes foram presos por atos de violência ao interromper uma passeata aprovada pela Justiça, de cerca de mil manifestantes de direita.
Um porta-voz da polícia em Leipzig disse que mais de 1.200 manifestantes de esquerda tentaram interromper a marcha direitista.
Após brigas na noite de sábado e na manhã de domingo em Berlim, policiais prenderam 65 pessoas em confrontos com manifestantes celebrando o 1o de maio. As autoridades disseram que os problemas foram brandos comparados aos anos anteriores.
Três policiais de Berlim ficaram levemente feridos - contra mais de 50 nas primeiras horas do 1o de maio de 2004 - após serem atingidos por garrafas e pedras atiradas por dezenas de pessoas, algumas delas mascaradas, após um show no leste da cidade.
- "Considerando a quantidade de danos e o número de policiais feridos, é claro que houve menos problemas do que nesta noite no ano passado - então a situação poderia quase ser descrita como pacífica - disse um porta-voz da polícia de Berlim.
A polícia disse que sua opção de se manter contida estava dando resultados, notando que apenas um carro policial e uma estação de bondes foram danificados.
A violência esteve presente em Berlim pelos últimos 18 anos no 1o de maio e a polícia estava preparada para possíveis novos distúrbios no tradicional distrito conflituoso de Kreuzberg.
Cerca de 10 mil policiais de todo o país foram enviados à cidade no ano passado para controlar as manifestações de 1o de maio, com mais de 250 policiais feridos e vários carros virados. A polícia disse que haveria "significativamente menos" policiais nas ruas neste ano.