O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse há pouco que o confisco de R$ 145 milhões do caixa da Prefeitura de São Paulo, feito pelo Banco do Brasil dia 30, por causa do não-pagamento da parcela da dívida com a União em dezembro, surpreendeu.
- A impressão que se tinha era que a Prefeitura estava pagando a dívida e cumprindo o acordo. Acabamos todos surpreendidos com a notícia - comentou.
Alckmin afirmou estar confiante na busca de um entendimento para solucionar o problema.
- Esta foi a razão da ida do prefeito (José Serra) ao ministro da Fazenda (Antonio Palocci) - ressaltou. Serra e Palocci se encontraram no mês passado para discutir a questão financeira de São Paulo. A dívida do município chega a R$ 30 bilhões, valor equivalente a quase 2,4 vezes a receita líquida da cidade.
Na avaliação de Alckmin, só há um caminho a ser percorrido por Serra para colocar as finanças do município em ordem.
- Acredito que o Serra vai fazer sacrifício, mas vai recuperar as finanças da cidade. Ele vai imprimir uma política de austeridade, de conter gastos supérfluos e de melhor eficiência no gasto público - disse.
- Assim, será possível a recuperação das finanças - emendou.
Na terça-feira o secretário municipal de Finanças de São Paulo, Mauro Ricardo Costa, anunciou que a prefeitura paulistana tem como meta reduzir em 20% o gasto com custeio, ou seja, despesas com materiais e serviços em geral. A previsão é de que o corte possa chegar a R$ 600 milhões por ano.