A economia da América Latina deve se contrair em 1,5% neste ano, conforme os preços das commodities caem e a entrada de capital diminui, mas uma "modesta recuperação" é provável em 2010, informou o Fundo Monetário Internacional (FMI), nesta quarta-feira. Para o Brasil, o prognóstico é de contração de 1,3% em 2009 e expansão de 2,2% em 2010. Há três meses, o FMI havia previsto para a América Latina como um todo uma expansão de 1,1% na economia. Para 2010, a instituição agora estima que a região deve crescer 1,6%, quase metade dos 3% previstos em janeiro.
"O principal perigo é que uma desalavancagem financeira prolongada em economias avançadas resultará em uma parada prolongada do fluxo de capital, o que iria exigir um ajuste doméstico ainda mais acentuado", alertou o FMI em seu última avaliação da economia mundial.
Países como Argentina, Brasil, Chile, México e Venezuela, que estão entre os maiores exportadores mundiais de matérias-primas, têm sido particularmente afetados pela queda dos preços das commodities resultante da crise econômica global, acrescentou o FMI. Enquanto o Brasil e o México forneceram liquidez aos mercados domésticos, um grande número de países latino-americanos também conseguem implementar algumas políticas monetárias e fiscais.
Confiança em queda
A confiança do consumidor nos países emergentes diminuiu fortemente nos últimos meses, com a Rússia registrando a maior queda, seguida por Brasil e Emirados Árabes Unidos, segundo pesquisa da Nielsen. A confiança do consumidor russo teve a maior queda da série histórica de 5 anos do índice, em 29 pontos, para 75 pontos. O dado marca uma reversão do cenário visto em setembro, quando o país estava na lista dos 10 locais mais otimistas.
Brasil e Emirados Árabes Unidos vieram em seguida, com queda de 21 pontos cada na confiança do consumidor.