O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra claramente o significado do aumento da renda e do emprego para o crescimento brasileiro. Em julho, a confiança do consumidor, medida pelo ICC, subiu 5,4% na comparação com junho. Um recorde alavancado, sobretudo, pelas famílias de menor poder aquisitivo.
É isso mesmo. Em julho, as famílias brasileiras com renda mensal de até R$ 2.400 tiveram um aumento do ICC da ordem de 7,5% em relação a junho. E as famílias com renda entre R$ 2.401 a R$ 4.800 apresentaram uma elevação no ICC de 9%. Já entre as famílias com maior poder aquisitivo, o aumento do índice foi menor: 1% para as famílias com renda entre R$ 4.801 a R$ 9.600; e 2,8%, para as com renda superior a R$ 9.601.
A economista Viviane Seda Bittencourt, da FGV, explica a elevação do ICC em todas as faixas salariais como uma decorrência do fato de que, normalmente, no final do 1º semestre, as famílias de poder aquisitivo mais baixo encerram boa parte de suas dívidas e passam a contar com mais recursos para novas compras.
Renda e emprego, fundamentais para o crescimento
Além disso, aponta Viviane, o consumidor brasileiro está com uma expectativa positiva em relação aos juros e à inflação. Dos entrevistados no levantamento de agora, 5,8% acreditam que os juros vão baixar ante 4,5% dos que acreditavam no mês de junho.
A percepção do enfraquecimento da inflação aparece, também, em outros pontos do estudo. Em junho ela era prevista para os próximos meses por 7,1% dos consumidores brasileiros. Em julho, o índice caiu para 6,8%.
Esses dados positivos que revelam a confiança do consumidor brasileiro tem como questão central o aumento da renda e do emprego. Eles são a base do desenvolvimento do país, do nosso mercado interno e do aparecimento dos novos cidadãos e consumidores. Daí a importância da política do salário mínimo com aumentos sempre acima da inflação, e do emprego, adotadas durante os dois governos Lula e agora pelo governo Dilma Rousseff.
Não há outra saída. Sem crescimento não há solução para nada, como bem demonstra agora a Europa. Nós temos que manter os investimentos públicos e privados e o crescimento da economia. Sem eles, não haverá solução nem para a inflação, nem para o câmbio.
Confiança na economia cresce entre consumidor de menor renda
Quarta, 27 de Julho de 2011 às 08:53, por: CdB