O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou a alta
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) percebeu uma ligeira melhora entre fevereiro e março de 2014, ao passar de 107,1 para 107,2 pontos, variação de 0,1%. Com o resultado, o índice manteve-se abaixo da média histórica, de 116,3 pontos, pelo 14º mês consecutivo.
Na avaliação da FGV, o resultado foi determinado “pela melhora da avaliação do consumidor em relação ao momento presente". Após acumular perdas de 6,1% nos três meses anteriores, o Índice da Situação Atual (ISA) avançou 1,3%, para 113,8 pontos. Em relação ao futuro, o pessimismo persiste: o Índice de Expectativas (IE) recuou pelo quarto mês seguido, em 0,5%, para 104,0 pontos, o mais baixo desde maio de 2011 (103,9).
Na avaliação da Fundação Getulio Vargas, porém, o grau de satisfação dos consumidores com a situação econômica geral “melhorou discretamente em março, embora não tenha revertido a tendência de queda do indicador de médias móveis trimestres”. A proporção de consumidores que avaliam a situação como boa aumentou de 15,2% para 15,6%, enquanto a dos que a julgam ruim diminuiu de 41,0% para 39,5%.
Juros
A confiança do consumidor aumenta na razão inversa do spread e da taxa de juros cobrados pelas instituições financeiras, que subiram em fevereiro em relação a janeiro, mantendo a trajetória de encarecimento em meio ao ciclo de aperto monetário, enquanto a inadimplência manteve-se estável. A inadimplência no mercado de crédito brasileiro no segmento de recursos livres ficou em 4,8% em fevereiro, mesmo nível visto em janeiro, informou nesta quarta-feira o Banco Central. Considerando os recursos totais, incluindo o crédito direcionado, a inadimplência também ficou inalterada, em 3%.
No período, o spread bancário – diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetivamente cobrada ao consumidor final – no segmento de recursos livres foi de 19,7 pontos percentuais, acima dos 18,9 pontos percentuais vistos em janeiro. No crédito total, o spread subiu 0,4 ponto percentual, a 12,2 pontos em fevereiro. A taxa média de juros no segmento de recursos livres fechou fevereiro em 31,5%, superior aos 30,7% em janeiro. No crédito total, os juros ficaram em 20,9%, alta de 0,2 ponto.
De abril passado até agora, a Selic saiu da mínima histórica de 7,25% ao ano para 10,75%, com nova alta de 0,25 ponto percentual já precificada pelo mercado para a próxima semana, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC volta a se reunir. O BC informou ainda que o estoque total de crédito no Brasil subiu 0,6% em fevereiro ante janeiro, chegando a R$ 2,733 trilhões, ou 55,8% do Produto Interno Bruto (PIB).
Na semana passada, o presidente do BC, Alexandre Tombini, disse que a tendência para 2014 é de crescimento moderado do crédito, com projeção de alta de 13%, ante 14,6% verificado em 2013.
Inflação
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na cidade de São Paulo, atingiu 0,76% na terceira prévia de março, ante uma variação de 0,68% na segunda prévia. Quatro dos sete grupos pesquisados apresentaram aumento no ritmo de alta, com destaque para o que reúne os itens alimentícios que ficaram, em média, 1,84% mais caros ante 1,41%.
Em transportes, a taxa ficou praticamente, estável, passando de 0,81% para 0,80%, mas essa classe de despesa foi a segunda que mais influenciou no avanço inflacionário. Em despesas pessoais, o índice subiu de 0,56% para 0,58%; em saúde, de 0,39% para 0,45% e, em vestuário, de 0,20% para 0,49%.
Nos demais grupos ocorreram decréscimos: habitação, com 0,22% ante 0,31%, e educação, com 0,09 ante 0,18%.
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