O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) volta a subir no país
O Índice de Confiança do Consumidor, da Fundação Getúlio Vargas, caiu 2,1% entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014. O indicador atingiu o patamar de 108,9 pontos, o mais baixo desde junho de 2009 (108,7 pontos), e manteve-se abaixo da média histórica de 115,9 pontos, pelo décimo primeiro mês. A confiança dos consumidores caiu tanto em relação ao futuro quanto em relação ao momento presente. O Índice de Expectativas recuou 2,6%, principalmente devido ao menor otimismo em relação à recuperação da economia nos próximos meses.
A parcela de consumidores que projeta melhora da economia no futuro caiu de 26,6% para 26,5%, enquanto a dos que preveem piora aumentou de 20% para 23,1%. O Índice da Situação Atual recuou 2,1%, principalmente devido à avaliação dos consumidores em relação à situação geral da economia. A proporção de consumidores que avalia a situação como boa diminuiu de 15,6% para 14,2%, enquanto a dos que a julgam ruim subiram de 33,8% para 35,7%.
Inflação
Um dos pontos que mais pesa na confiança do consumidor é o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), que subiu em seis das sete capitais onde é feita a pesquisa pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). O levantamento, referente às oscilações entre 15 e 22 deste mês, mostra elevação média de 0,93% ante 0,85%.
As capitais mineira e paulista lideraram as altas e a única localidade onde ocorreu leve decréscimo foi o Rio de Janeiro, com variação de 1,01% ante 1,03%. Nessa localidade, três dos oito grupos pesquisados apresentaram decréscimos, com destaque para vestuário e transportes. A exemplo das demais capitais, os gastos com educação foram os mais expressivos, com o curso de ensino fundamental, que já vinha em alta de 6,25%, subindo 7,87%.
Em Belo Horizonte, o IPC-S médio aumentou 0,18 ponto percentual, passando de 0,72% para 0,9% e entre os itens com maior correção está o curso de ensino fundamental (de 5,1% para 9%).Já em São Paulo, a taxa alcançou 1,02% ante 0,88%. Entre as despesas que mais influenciaram está o curso de ensino superior (de 4,76% para 6,81%).
No Distrito Federal, houve acréscimo de 0,10 ponto percentual, com o índice atingindo 0,46%. O curso de ensino superior teve alta de 5,39% ante 3,13%. Na capital gaúcha, os preços subiram, em média, 0,75% ficando 0,08 ponto percentual acima da variação passada. Em Porto Alegre, o percentual de correção dos cigarros, em 6,6% ante 3,7%, superou o apurado em relação ao curso de ensino superior, cuja variação atingiu 5,8% ante 3,4%.
No Recife, foi constatado um avanço de 0,03 ponto percentual, com alta de 1,06% ante 1,03%, motivada, principalmente, pelo curso de ensino superior (de 4,2% para 6,09%). Em Salvador, o IPC-S foi o maior entre as capitais pesquisadas, mas com variação quase estável, passando de 1,11% para 1,12%. Cinco, dos oito grupos pesquisados, apresentaram acréscimos e dois se destacaram: comunicação e educação, leitura e recreação. Entre os itens, o curso de ensino fundamental atingiu 7,9% ante 4,9%.
Transações correntes
Outro dado negativo na economia brasileira foi o registro, nesta sexta-feira, do déficit em transações correntes de US$ 8,678 bilhões em dezembro, informou o Banco Central, acumulando no ano rombo recorde de US$ 81,374 bilhões, ou 3,66% do Produto Interno Bruto (PIB). Economistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters previam saldo negativo de US$ 6,8 bilhões no mês passado.
O BC informou ainda que os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no país somaram US$ 6,490 bilhões no mês passado, acima do previsto por analistas consultados pela Reuters, cuja mediana era de US$ 5,5 bilhões. No fechamento de 2013, o IED ficou em US$ 64,045 bilhões, insuficientes para cobrir o déficit da conta corrente.
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