Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Confiança do comércio piora e expectativa do consumidor também

Quinta, 28 de Agosto de 2014 às 10:42, por: CdB
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A  piora na avaliação da situação financeira também contribuiu para queda  na confiança do consumidor
O Índice de Confiança do Comércio, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), recuou 7,3% no trimestre finalizado em agosto (período de junho a agosto) em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com a FGV, o recuo foi provocado por pioras nas avaliações dos empresários do setor sobre o momento presente e sobre o futuro. O Subíndice da Situação Atual, que avalia o presente, caiu 12,1% no trimestre finalizado em agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado. Já o Subíndice de Expectativas, que analisa a confiança em relação aos próximos meses, teve queda de 4,3% no mesmo período. Segundo a FGV, a aceleração das vendas em julho e agosto foi mais fraca do que o esperado para o período pós-Copa do Mundo. O desapontamento dos empresários com a fraca recuperação, aliada às chances pequenas de mudanças no curtíssimo prazo, mantém o cenário de baixo crescimento para o comércio até o final do ano. Inec em queda Já a expectativa do consumidor em relação à economia também piorou em agosto, em comparação a julho, mostra o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), divulgado hoje (28) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em agosto, esse índice foi 108,3 pontos, ante 109,5 em julho. Quanto maior for o índice, maior será o percentual de pessoas com expectativa de queda na inflação ou no desemprego, maior a expectativa para aumento da renda pessoal e, consequentemente, as compras de bens de maior valor. De acordo com a entidade, esse recuo de 1,1% no período reverte parte da melhora observada em julho ante os meses anteriores, quando atingiu 113,9 pontos. O índice está 1,8% abaixo do registrado em agosto de 2013, reforçando, segundo a CNI, o cenário pessimistas do consumidor. Apesar de estar entre os menores valores desde março de 2009, o índice de agosto supera o dos meses de maio e junho de 2014. Entre os componentes do Inec, três índices registraram melhora na comparação com agosto de 2013: renda pessoal (aumento de 0,9%), endividamento (0,3%) e compras de bens de maior valor (0,4%). Esse último foi o único que apresentou melhora também na comparação com a expectativa registrada em julho (3,7%). Os demais índices tiveram queda, entre eles os relativos às expectativas com a inflação (-7,6% na comparação com julho de 2014 e -8,7% com agosto de 2013), o desemprego (-1,4% na comparação com o mês anterior e -5,9% ante o mesmo mês de 2013) e a situação financeira (-2,5% e -1,7%, respectivamente). ICS recua O Índice de Confiança de Serviços (ICS), da Fundação Getulio Vargas (FGV), foi outro índice que apresentou queda na passagem de julho para agosto, de 3,1%. Essa é a oitava queda consecutiva do indicador, que mede o otimismo dos empresários do setor de serviços em relação ao momento presente e ao futuro. O índice atingiu 104 pontos em agosto, o menor desde abril de 2009 (103,4 pontos). A queda foi puxada pelo maior pessimismo dos empresários em relação aos próximos meses, medidas pelo Subíndice de Expectativas, que caiu 5,7%. O principal motivo para a queda foram as expectativas em relação à demanda, que recuaram 6,3% ante o mês anterior. A parcela de empresas que esperam aumento da demanda nos três meses seguintes diminuiu de 37,4% para 31,9% entre julho e agosto, enquanto o percentual de empresas que esperam diminuição passou de 9,7% para 12,3%, no mesmo período. O Subíndice da Situação Atual, que mede a confiança do empresário em relação ao momento presente, subiu 0,8%. O quesito que mais influenciou o indicador foi o volume de demanda atual, que cresceu 5,6%. Ligeira melhora Apesar dos índices negativos, as vendas da indústria de materiais de construção tiveram ligeira melhora no mês passado, com crescimento de 7,1% sobre junho. Porém, na comparação anual, esse foi o segundo pior desempenho, com recuo de 11,4% sobre julho de 2013, na quinta queda seguida. O resultado só perde para junho, quando o faturamento foi 14,4% inferior ao mesmo mês do ano passado. No acumulado dos sete meses deste ano, houve redução de 5,7% sobre igual período de 2013. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), que anunciou a possibilidade de rever para baixo a meta de crescer, este ano, 2% ante 3%, em 2013. Essa revisão vai depender do faturamento de agosto que ainda não foi fechado. O comunicado, porém, assinala que o crescimento de julho sobre junho “aponta para uma possibilidade de retomada das vendas após o mês anterior em que havia apresentado forte redução da atividade em função de menor número de dias úteis e do cenário da economia”. Existe a expectativa de mais atividades estimuladas tanto por pequenas obras e reformas que haviam sido adiadas pelas famílias quanto por investimentos do setor imobiliário e de infraestrutura. A Abramat informou ainda que, no período, as compras de materiais básicos superaram os de acabamento e que o nível de emprego subiu 3,6% sobre julho do ano passado e 0,5% na comparação com junho.
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