Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 2026

Confiança da indústria cai diante situação econômica

A confiança da indústria brasileira caiu 1,5% em janeiro sobre dezembro, em razão de uma menor avaliação sobre a situação atual, e o nível de uso da capacidade do setor diminuiu, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgada nesta segunda-feira.

Segunda, 31 de Janeiro de 2011 às 08:51, por: CdB

A confiança da indústria brasileira caiu 1,5% em janeiro sobre dezembro, em razão de uma menor avaliação sobre a situação atual, e o nível de uso da capacidade do setor diminuiu, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgada nesta segunda-feira. O índice caiu de 114,5 em dezembro para 112,8 pontos, com ajuste sazonal. "A confianca do empresariado industrial volta a cair após ter alcançado, em dezembro passado, o nível mais elevado do segundo semestre de 2010. Apesar da queda, o índice se mantém em patamar elevado e superior à média histórica de 101,6 pontos", disse a FGV em nota. O componente de situação atual declinou 3,5%, para 112,1 pontos, o menor patamar desde dezembro de 2009. Por outro lado, o de expectativas subiu 0,7%, para 113,6 pontos. A sondagem mostrou ainda que o nível de utilização da capacidade instalada da indústria (Nuci) caiu de 84,9% em dezembro para 84,7% em janeiro, com ajuste sazonal. "O indicador atual está 0,7 ponto percentual abaixo do de junho de 2010 (maior nivel do ano)", acrescentou a FGV. Superávit Na contramão do pessimismo demonstrado pelos industriais, o superávit primário (economia para o pagamento dos juros da dívida pública) do setor público atingiu R$ 10,9 bilhões em dezembro, e segundo o Banco Central, é o melhor resultado da série histórica iniciada em 2001. Somente o governo central (que reúne as contas do BC, do Tesouro Naciona e da Previdência Social) teve um superavit de R$ 15,4 bilhões, enquanto as contas dos governos regionais e empresas estatais tiveram deficits de, respectivamente, R$ 3,9 bilhões e R$ 628 milhões. Em 2010, o superavit primário foi de R$ 101,7 bilhões, ou 2,78% do PIB, quase um ponto percentual mais alto na comparação com o superavit apurado em 2009. Já o resultado nominal (que inclui o resultado primário e os gastos com juros) teve um deficit de R$ 8,8 bilhões em dezembro. No acumulado do ano passado, o saldo negativo chega a R$ 93,7 bilhões (2,56% do PIB, ou 0,7 ponto percentual que o deficit de 2009).

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