A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, fez, nesta sexta-feira, uma visita-surpresa a Beirute para demonstrar o apoio de seu país ao novo governo libanês, o primeiro desde a saída das tropas sírias, em abril.
Ao chegar, Rice foi imediatamente levada, sob forte esquema de segurança, para a casa do ex-primeiro-ministro Rafik al-Hariri, assassinado em fevereiro. Lá ela se encontrou com o filho dele, Saad al-Hariri, que se tornou líder da coalizão majoritária no Parlamento.
A secretária deve visitar o túmulo de Hariri e depois irá se reunir com autoridades de alto escalão, incluindo o presidente pró-Síria Emile Lahoud.
- Esta será uma oportunidade, antes de tudo, de congratular o povo libanês por seu desejo por democracia, pelo fato de continuar pressionando para frente e por ter formado um governo - disse Rice a jornalistas no avião que a levou de Israel para o Líbano.
- Espero encontrar alguns membros do governo para ver como a comunidade internacional e os Estados Unidos em particular podem dar apoio.
Rice é o membro mais importante do governo norte-americano a visitar o Líbano desde seu antecessor no cargo, Colin Powell, em maio de 2003. Ela também deve encontrar o primeiro-ministro Fouad Siniora, que há três dias formou um novo governo, a partir dos resultados das eleições parlamentares de junho.
Ela deve discutir uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) que exige o desarmamento da guerrilha-partido antiisraelense Hizbollah e incentivar reformas políticas e econômicas, após 29 anos de presença militar síria.
Em sua terceira visita deste ano ao Oriente Médio, Rice tenta convencer palestinos e israelenses a coordenarem a desocupação da Faixa de Gaza, prevista para agosto. A viagem foi arranjada às pressas, devido a uma onda de violência entre palestinos e israelenses e às manifestações de judeus de direita contrários à desocupação da Faixa de Gaza.