A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, visitará quatro países da América Latina - Brasil, Colômbia, Chile e El Salvador - entre os dias 26 e 30 de abril. A viagem, disse nesta sexta-feira o Departamento de Estado em comunicado, visa a "expressar apoio à democracia, ao livre comércio e ao desenvolvimento sustentável na região e além dela".
"Ao apoiar a democracia com nossos parceiros latino-americanos no continente e além dele, reconhecemos a necessidade de que a democracia proporcione a oportunidade, a segurança e a liberdade que o povo merece", diz o comunicado.
Nesse contexto, a secretária de Estado analisará formas de melhorar a cooperação entre os Estados Unidos e os países latino-americanos em questões como o narcotráfico, a redução da pobreza, a educação e a proteção meio ambiental.
Durante sua visita ao Chile, Rice participará, como líder da delegação dos Estados Unidos, da reunião de ministros da Comunidade de Democracias, um fórum de mais de cem países que promove a democracia e a liberdade no mundo.
A viagem da secretária de Estado à América Latina é a segunda à região desde que ela assumiu o cargo, em janeiro deste ano.
Rice já visitou o México, no dia 10 de março, em uma viagem na qual conversou com as autoridades do país sobre a situação da segurança na fronteira, da migração e da cooperação na luta contra o narcotráfico.
A secretária de Estado também deve participar da assembléia da Organização dos Estados Americanos (OEA), que será realizada entre os dias 5 e 8 de junho em Fort Lauderdale, nos EUA.
Rice não estará esta segunda-feira em Washington para assistir à assembléia extraordinária na qual será definido quem será o novo secretário-geral da OEA.
Nesse dia, a secretária se encontrará em Crawford, no Texas, onde o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, se reunirá com o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon.
Em recentes declarações ao jornal The Washington Post, a secretária de Estado disse que a América Latina "tem seus desafios, mas também tem seus sucessos. Se você olhar 15 ou 20 anos atrás e vir onde a região está agora, ela avançou muito".
"Acho que parte do problema é que precisamos de um novo foco no hemisfério sobre como os governos democráticos podem melhorar a situação de seu povo", afirmou então a secretária de Estado.
A chave, continuou Rice, é "como se usa a ajuda ao desenvolvimento para promover o bom governo, para que o povo enfrente a corrupção", que é "basicamente um imposto sobre os pobres".
Em aparente alusão à Venezuela, a secretária de Estado alertou para as diferenças no crescimento das economias e a situação da população, o que, disse, cria "um terreno fértil para o populismo".