Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Concursos ampliarão oferta na educação

Segunda, 19 de Setembro de 2011 às 03:02, por: CdB

A União deverá contratar 54.724 novos funcionários no próximo ano, sendo 33.568 só na área de educação. Até 2014, o Ministério da Educação poderá contratar até 94.032 servidores, de acordo com o planejamento do governo. A retomada das contratações se dará depois de um ano em que o governo se viu obrigado a colocar o pé no freio, diante dos cortes que retiraram R$ 50 bilhões do Orçamento de 2011.

Do total, 18.905 contratações se destinarão a preencher cargos vagos e a substituir trabalhadores terceirizados. Mas a maioria dos casos abrangerá vagas de professores e técnicos administrativos de universidades federais. Outra parte será voltada à criação de escolas técnicas e profissionalizantes de nível médio. O plano prevê implantar 38 novos campi universitários até 2014. Com isso, a ideia é passar a oferecer 30.100 novas vagas nessas instituições. Em paralelo, o governo quer aumentar as escolas técnicas - de 354 para 555 – para atender a mais de 600 mil estudantes.

O governo toma essa decisão em boa hora. Ela é necessária para aumentar a eficiência do setor público e continuar sua profissionalização, iniciada no governo Lula. Além do que, atende à demanda gerada pela expansão do ensino técnico e universitário, um dos principais problemas do país. Todos sabemos - hoje faltam profissionais e técnicos em vários setores da economia.

Maior eficiência do Estado

A esse respeito, é importante frisar: a realização de novos concursos pressupõe gastos e investimentos que retornam ao orçamento, já que aumentam a eficiência de nossa economia e de sua produtividade, reduzindo custos.

Por outro lado, a medida está em linha com a vocação por crescimento do país e a maior arrecadação que disso resulta. Assim, não devemos nos iludir com a tese de que novos concursos e contratações aumentam os gastos de pessoal. Mas enxergar os benefícios que advêm com a redução de custos que implicam, assim como com a redução da corrupção.

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