Concluída perícia em celulares de suspeitos de participar da chacina em SP
O secretário de estado da Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, anunciou nesta sexta-feira que terminou a perícia nos celulares apreendidos com os suspeitos de participar da Chacina de Osasco.
Por Redação, com ABr - de São Paulo:
O secretário de estado da Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, anunciou nesta sexta-feira que terminou a perícia nos celulares apreendidos com os suspeitos de participar da Chacina de Osasco. A série de assassinatos na Grande São Paulo, que teve vítimas também no município de Barueri, ocorrida no dia 13 de agosto, deixou 19 mortos. “Nessa semana que passou, nós completamos a análise e o cruzamento das réguas de todos os celulares apreendidos, o que nos forneceu uma série de informações importantes para que se realize o cruzamento com as testemunhas.”
Há cerca de duas semanas, 18 policiais militares foram alvo de mandados de busca e apreensão
A análise dos celulares permitiu, segundo Moraes, um avanço “muito grande” na apuração dos fatos. Porém, de acordo com o secretário, não serão divulgados detalhes para não atrapalhar as investigações. “Nós vamos divulgar os resultados quando nós tivermos absoluta certeza dos que praticaram (o ato). Qualquer divulgação anterior seria uma divulgação precipitada e acabaria atrapalhando as investigações.”
Há cerca de duas semanas, 18 policiais militares foram alvo de mandados de busca e apreensão. Foram recolhidos documentos, celulares e outros materiais que poderiam comprovar a participação dos suspeitos nos crimes. Na mesma semana, a Justiça Militar decretou a prisão preventiva do soldado Fabrício Emmanuel Eleutério. Ele foi reconhecido pessoalmente por um sobrevivente da chacina. O soldado negou a participação nos assassinatos.
InvestigaçãoA principal hipótese das investigações é a de que a chacina tenha sido cometida por policiais militares, como vingança pela morte do policial militar Avenilson Pereira de Oliveira, no dia 7 de agosto, em Osasco. Há ainda a possibilidade de que os homicídios sejam um revide à morte de um guarda-civil, no dia 12 de agosto, em Barueri.
Para esclarecer os crimes foi montada uma força tarefa com 50 policiais civis, peritos e os policiais militares da Corregedoria da corporação.
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