O balanço das obras e programas do PAC divulgado ontem pelo governo - relativo aos últimos quatro anos - evidencia que uma das áreas em que o cronograma de execução dos projetos deixa a desejar é na parte de ampliação, melhorias e construção dos aeroportos brasileiros. O que preocupa, porque parte deles vai ser utilizada na Copa do Mundo de 2014 e nas Olímpíadas de 2016.
O atraso, em boa parte decorre, é claro, da nossa sempre atuante "indústria de liminares". Decisões judiciais têm atrasado ou até mesmo paralisado obras, caso dos aeroportos de Vitória (ES), Macapá (AP) e Cumbica (Guarulhos-SP).
Mas, de acordo com o balanço há obras em outros aeroportos, também com desenvolvimento arrastado - o Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek, de Brasília, por exemplo - o que, em síntese, confirma os reparos que tenho feito aqui no blog à atuação da INFRAERO.
Sabemos a solução, não há o que vacilar
O estágio das obras nesse setor reforçam a minha convicção: sobre a INFRAERO só tem uma solução - uma nova direção na empresa e a já anunciada criação da Secretaria da Aviação Civil, confirmada pela presidenta Dilma Rousseff, que toma posse no próximo dia 1º.
Além, é claro, da ampliação dos investimentos públicos na área e da adoção, o quanto antes, do sistema de concessões e de parcerias público-privadas (PPPs) com a iniciativa privada. como já acontece - e deu certo - em quase toda a infraestrutura de transportes do país (rodovias, ferrovias, portos...).
O caminho está aí, claro, à vista de todos, não há como vacilar: que se adote a política de concessões e as PPPs no pais nos nossos aeroportos, sob a direção, e com a participação, de uma nova INFRAERO de capital aberto e sob gestão e controle públicos.