As novas concessões de crédito oferecidas pelo bancos no país caíram 3% em outubro ante setembro, período em que o agravamento da crise financeira mundial passou a gerar efeitos mais diretos sobre o mercado brasileiro. De acordo com levantamento do Banco Central divulgado nesta terça-feira, as novas operações somaram R$ 157,3 bilhões no mês passado, frente a R$ 162,2 bilhões em setembro.
Nos últimos 12 meses encerrados em outubro, a taxa de crescimento das novas concessões de crédito no Brasil foi de 6,5%, uma queda em relação à taxa acumulada até setembro, de 27,3%. O estoque total de crédito do sistema financeiro, no entanto, permaneceu em alta, com aumento de 2,9% em outubro para R$ 1,186 trilhão.
O saldo das operações corresponde a 40,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Em setembro, o saldo das operações de crédito do sistema financeiro representavam 39,2% do PIB.
Dinheiro caro
Os dados do Banco Central também mostram que os clientes bancários continuam pagando mais caro pelo crédito. A taxa de juros anual para as famílias subiu de 53,1% para 54,8% e para as empresas de 28,3% para 31,6% de um mês para outro. taxa do cheque especial anual continua alta – 170,8% ao ano – sendo que em setembro era de 170,2% ao ano. A taxa de crédito pessoal, que inclui operações de consignado em folha, ficou em 56,3%, em setembro, contra 54,5% ao ano no mês anterior.
A inadimplência subiu de 4% para 4,1%, no geral. Para as pessoas físicas, passou de 7,3% para 7,4% e para as empresas, de 1,6% para 1,7%. O percentual leva em conta atrasos acima de 90 dias. Os prazos médios de financiamentos em dias corridos de setembro para outubro para as empresas passou de 298 para 297 dias corridos e para as famílias subiu 480 para 482.