O órgão sediado em Miami esteve no centro do escândalo de corrupção que atingiu o mundo do futebol, no qual 42 pessoas e entidades foram acusadas nos Estados Unidos
Por Redação, com Reuters - de Londres;
A Concacaf pode mudar de nome para criar uma nova imagem. Para se distanciar de seu passado "tóxico", disse nesta quarta-feira. O presidente do órgão que rege o futebol nas Américas do Norte e Central e no Caribe.
– Vamos passar por um processo exaustivo em termos de marca, o logo em si, e, se vai analisar o logo, também pode olhar o nome – disse à agência inglesa de noticias Reuters Victor Montagliani.
– Obviamente há certos resíduos tóxicos ali", acrescentou o canadense em conferência de líderes empresariais esportivos no estádio londrino de Stamford Bridge.
Montagliani, eleito em maio, disse que o assunto esteve na agenda da última reunião do conselho da Concacaf.
Escândalo
O órgão sediado em Miami esteve no centro do escândalo de corrupção. Atingiu o mundo do futebol, no qual 42 pessoas e entidades foram acusadas nos EUA. Por diversos delitos relacionados a subornos.
Três ex-presidentes da Concacaf, Jack Warner, Jeffrey Webb e Alfredo Hawit, foram acusados nas investigações.
Montagliani também disse ser hora de levar a Copa do Mundo novamente à região em 2026. A última vez que a Concacaf recebeu o torneio foi em 1994, nos Estados Unidos.
Fifa multa Chile
A Fifa informou que decidiu punir a Associação de Futebol do Chile. Por cânticos discriminatórios de seus torcedores durante a última partida contra a Bolívia, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.
A medida da entidade inclui a proibição de ocupar o Estádio Nacional de Santiago. Para a partida em 28 de março do próximo ano contra a Venezuela, além de pagar uma multa de 65 mil francos suíços.
– O Chile cometeu outra infração durante o período de condicionalidade imposto em maio de 2016 – disse a Fifa em comunicado em seu site.
No mês passado. A seleção chilena teve que usar o Estádio Monumental de Santiago contra a Bolívia devido ao comportamento anti-desportivo dos assistentes no jogo contra a Argentina, em maio.
Também por gritos homofóbicos, a Fifa multou as federações de Brasil (20 mil francos suíços) Honduras, Albânia, El Salvador, Itália, México, Peru, Paraguai, Argentina e Canadá.