Rio de Janeiro, 15 de Outubro de 2026

Conanda pede instauração de inquérito para apurar atuação da PM em seqüestro

Segunda, 20 de Outubro de 2008 às 16:44, por: CdB

O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) divulgou nesta segunda-feira nota em repúdio à ação da Polícia Militar no caso da jovem Eloá Cristina Pimentel, 15 anos, seqüestrada e morta em Santo André (SP).

O conselho pede instauração imediata de um inquérito para apurar as responsabilidades sobre os disparos que atingiram Eloá e uma amiga que também estava em poder do seqüestrador.

A amiga da jovem, que havia sido libertada, voltou ao cativeiro para ajudar nas negociações. Na nota, o Conanda também pede a responsabilização de quem autorizou a volta da adolescente ao local do seqüestro, apoiando a decisão do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana de São Paulo (Condepe-SP) de solicitar apuração à ouvidoria e corregedoria da Polícia Militar no estado.

- É evidente a inaceitável ação do Comando, de permitir que uma amiga da adolescente, libertada na terça-feira, retornasse ao cativeiro em que a amiga ainda era mantida refém, bem como a mal sucedida tentativa de resgate, na sexta-feira, que resultou no alto grau de exposição face aos disparos que atingiram as adolescentes - avalia o Conanda.

- Tais episódios evidenciam o grave descumprimento do Comando da Polícia Militar à Lei nº 8.069 de 13 de julho de 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), uma vez que esta instituição tem a função precípua de zelar pelo cumprimento das leis e pela proteção absoluta e prioritária da população infanto-juvenil - completa a nota.

A adolescente, seqüestrada pelo ex-namorado, foi morta com um tiro na cabeça quando a polícia invadiu o cativeiro. A amiga da jovem também levou um tiro no rosto, mas passa bem.

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