O partido de tendência comunista Kuomintang (KMT), de oposição ao atual regime de Taiwan - de influências norte-americana e britânica -, venceu com grande margem de votos com o discurso de uma reaproximação com Pequim. O partido conquistou uma vitória arrasadora nas eleições legislativas deste sábado, frente ao partido do presidente Chen Shui-bian, abalado por vários escândalos de corrupção, a dois meses da eleição presidencial.
A oposição nacionalista obteve 81 das 113 cadeiras do Parlamento, informou o presidente da Comissão Eleitoral, Chang Chen-hsiung. Além disso, pequenos movimentos aliados ao Kuomintang ganharam cinco cadeiras.
- Está claro que as pessoas desejam mudanças, após oito anos de sofrimento - declarou o candidato do KMT à eleição presidencial do dia 22 de março, Ma Ying-jeou, sob os aplausos de seus seguidores.
Nas ruas, centenas de pessoas festejaram neste sábado o triunfo do Kuomintang com champanhe e fogos de artifício. O Partido Democrático Progressista (DDP) no poder sofreu um duro revés, obtendo somente 27 cadeiras no novo Parlamento.
Ferrenho defensor da independência em relação à China, o presidente Chen Shui-bian admitiu a derrota, qualificada de "pior revés" na história de seu partido. Ele disse assumir "toda a responsabilidade" pelo fracasso e anunciou sua demissão "imediata" da presidência do DDP.
- Estou realmente envergonhado deste resultado eleitoral - declarou Chen.
Favorito na corrida à presidência, em 22 de março, Ma Ying-jeou assumiu o compromisso, em caso de vitória, de melhorar as relações com a China, autorizar as visitas de turistas do continente na ilha de Taiwan e restaurar os serviços dos correios, comerciais e de transporte direto, interrompidos há 60 anos.