Rio de Janeiro, 20 de Agosto de 2026

Comunistas cubanos miram futuro

O Partido Comunista de Cuba se reuniu sob pressão neste sábado em razão do ritmo lento em que as prometidas reformas de mercado estão acontecendo

Sábado, 16 de Abril de 2016 às 12:11, por: CdB

Cuba melhorou sua credibilidade financeira nos últimos cinco anos, fazendo comércio, aumentando a poupança e reestruturando 50 bilhões de dívidas antigas

  Por Redação, com Reuters - de Havana:   O Partido Comunista de Cuba se reuniu sob pressão neste sábado em razão do ritmo lento em que as prometidas reformas de mercado estão acontecendo, enquanto a legenda melhora cautelosamente suas relações com os Estados Unidos e se prepara para um futuro sem as lideranças octogenárias que comandam o país desde a revolução de 1959.
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Cuba melhorou sua credibilidade financeira nos últimos cinco anos, fazendo comércio
O encontro foi o primeiro congresso do Partido Comunista em cinco anos e também o primeiro desde que o presidente cubano, Raúl Castro, e o seu colega norte-americano, Barack Obama, anunciaram que encerrariam décadas animosidade e retomariam as relações. O partido tem sido particularmente secretivo sobre a agenda do encontro, mesmo para os padrões cubanos, causando apreensão em membros mais jovens que cresceram acostumados com mais informações e contato com o mundo. Assim como a falta de discussão, a militância diz estar preocupada com o ritmo lento das reformas de mercado aprovadas no último congresso do partido, em 2011, para evitar o colapso econômico. – O plano econômico está caminhando, mas precisa ser mais rápido – disse Wilson Batista, que é membro do partido há 20 anos. "As políticas e as economias mundiais mudam diariamente e precisamos nos ajustar. Precisamos entrar no trem da economia mundial". Cuba melhorou sua credibilidade financeira nos últimos cinco anos, fazendo comércio, aumentando a poupança e reestruturando 50 bilhões de dívidas antigas, mesmo com duras sanções norte-americanas ainda em vigor. A classe média nasceu, obtendo dinheiro de pequenos negócios, como construção e hospedagem. Mas, naquilo que um blogueiro cubano chamou de "paralisia à beira do penhasco", o partido não deixou de controlar o comércio e grandes negócios.  
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