Comunidade do Alemão fecha o comércio após morte de criminoso
Após a morte de um criminoso na noite de quarta-feira no Conjunto de Favelas do Alemão, na Penha, Zona Norte do Rio, o comércio da região e algumas escolas amanheceram fechados nesta quinta. De acordo com o chefe do comando das UPPs, coronel Paulo Henrique, o comércio da Vila Cruzeiro também estava fechado nesta quinta-feira.
O chefe do comando das UPPs afirmou ainda que "a polícia está tentando alterar a rotina dessas pessoas
Após a morte de um criminoso na noite de quarta-feira no Conjunto de Favelas do Alemão, na Penha, Zona Norte do Rio, o comércio da região e algumas escolas amanheceram fechados nesta quinta. De acordo com o chefe do comando das UPPs, coronel Paulo Henrique, o comércio da Vila Cruzeiro também estava fechado nesta quinta-feira.
Em entrevista à Rádio CBN, o coronel Paulo Henrique disse que o fechamento do comércio e das escolas nas comunidades se deve à "demonstração do descontentamento dos traficantes de drogas com a ação da polícia". "São décadas de domínio do crime organizado e a cultura do medo [por parte dos moradores e comerciantes] ainda permanece", disse o coronel.
O chefe do comando das UPPs afirmou ainda que "a polícia está tentando alterar a rotina dessas pessoas, mas que isso (a alteração) não se dá de um dia para o outro". A secretaria de Educação confirmou, por volta das 10h40, que a Escola Municipal Mourão Filho, na Rua Maquinista Aristóteles Ferreira, está fechada.
De acordo com informações do portal G1, Na quarta, um homem morreu após troca de tiros entre policiais militares e criminosos da região. O tiroteio teria começado depois de o rapaz passar, em grupo, na frente de agentes do Regime Adicional de Serviço (Ras) em uma localidade considerada estratégica pela polícia, já que dá acesso a diversos lugares do conjunto, conhecida como Cufa.
Ainda de acordo com a polícia, a perseguição seguiu até a região do Areal, onde o rapaz foi baleado. No tiroteio um homem, identificado como Anderson Simplício de Mendonça, de vulgo ‘Orelha’, de 29 anos, foi baleado e socorrido pelos policiais que o levaram para a UPA do Alemão, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Com Anderson foi apreendido um revolver 38, 2 cartuchos de AK 47, 20 munições do calibre 7,62 e 8 do calibre 38. O caso está sendo investigado pela 22ª DP (Penha).
Quanto às armas nas comunidades, o coronel Paulo Henrique disse que a polícia ainda faz varreduras e que não se pode fechar os olhos para a entrada de armamento nas comunidades.
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