Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

COMUNICADOS FINAIS DE CÚPULA DO MERCOSUL TRATAM DE INTEGRAÇÃO REGIONAL

Quinta, 30 de Junho de 2011 às 03:58, por: CdB

ASSUNÇÃO, 30 JUN (ANSA) - Com o encerramento da 41ª Cúpula do Mercosul, que aconteceu ontem em Assunção, capital do Paraguai, os países-membros do bloco emitiram dois comunicados conjuntos nos quais tratam de temas de integração nacional e impasses envolvendo as nações da região.
   
O informe divulgado pelos países fundadores do bloco, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, aborda a "necessidade" de concluir o processo de adesão plena da Venezuela, pendente no Congresso paraguaio.
   
Ao mesmo tempo, o texto manifesta apoio ao Paraguai e defende que o país receba "compensações" por sua condição de não ter acesso ao mar e da "elevada dependência das entradas aduaneiras".
   
O comunicado também faz considerações sobre os avanços da estrutura institucional e a consolidação aduaneira e ressalta o "compromisso" com a participação cidadã no Mercosul.
   
A nota publicada pelas nações associadas, Bolívia, Chile, Equador, Colômbia e Peru, por sua vez, lamenta "que o governo dos Estados Unidos tenha decidido impor sanções" unilaterais que afetam a indústria petrolífera da Venezuela.
   
A declaração também celebra a adesão do Peru ao Acordo de Residência para cidadãos naturais dos Estados que compõem o bloco e assinatura do Acordo para a Reconciliação e a Consolidação do Sistema Democrático de Honduras que "abriu caminho para o retorno do ex-presidente Manuel Zelaya" a seu país.
   
Os governos também expressam sua satisfação em relação aos avanços na convergência em direção à formação da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).
   
Além disso, o texto manifesta o apoio dos países pelos direitos da Argentina sobre as Ilhas Malvinas, um território que atualmente pertence à Grã-Bretanha, e reconhece o "mastigado de coca" como uma "manifestação cultural ancestral do povo a Bolívia que deve ser respeitada pela comunidade internacional".
   
As nações ainda defendem que as negociações comerciais multilaterais, como a rodada Doha da OMC, contemplem "especialmente os interesses e necessidades dos países em desenvolvimento" e, em particular, dos países signatários dos comunicados. (ANSA)

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