Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Comunicações pode ficar com PP na Reforma

Sexta, 18 de Março de 2005 às 08:56, por: CdB

Na conclusão da Reforma Ministerial, o Ministério das Comunicações deve ficar com o PP, retirando a abertura ao PMDB. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), estatal vinculada às Comunicações negocia compensações com o partido. Já o ministro petista Olívio Dutra tem chances de ficar com a pasta do Ministério das Cidades.

- Nosso caso está resolvido. O PP fica com as Comunicações, e o ministro será mesmo o deputado Ciro Nogueira (PI) - resumiu o líder do partido na Câmara, José Janene (PR).

Segundo o líder, o próprio Dirceu informou a Severino que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá chamá-lo para uma conversa no fim de semana, quando será batido o martelo em torno deste acordo. Mas, ao mesmo tempo em que trabalha com o cenário da transferência iminente de Eunício Oliveira (CE) das Comunicações para a Integração Nacional, o PMDB não se dá por vencido.

A medida exata do descontentamento do PMDB ficou clara no curto diálogo do líder do partido no Senado, Ney Suassuna (PB), com o liderado Hélio Costa (MG).

- Se for para entregar as Comunicações, eu prefiro sair do governo - disse Costa, que já sonhou com a vice-presidência de Lula em 2006.

Informada de que Dirceu estava operando para fazer uma dobradinha com Roseana na articulação política do governo e que também trabalha para deslocar o ministro Eunício para a Integração Nacional, a cúpula governista do PMDB reagiu. Em reunião, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o senador José Sarney (PMDB-AP) queixaram-se ao líder do governo, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), de que perder as Comunicações e os Correios, com um orçamento gordo, para acomodar afilhados políticos não resolve o problema do PMDB. Só uma pasta com recursos, como a das Cidades, para Roseana Sarney poderia compensar o partido.

O partido resiste a aceitar a Integração Nacional porque foi informado de que o atual ministro, Ciro Gomes, que deve ir para a Saúde, pretende deixar auxiliares seus de herança para o sucessor. O temor geral é o de que não haja tempo suficiente para dominar a máquina e mostrar serviço, já que resta apenas um ano de trabalho, até o fim do prazo legal para que os candidatos às eleições de 2006 deixem seus postos no governo federal.

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