Uma das maiores companhias do setor de tecnologia da informação, a Computer Sciences informou nesta terça-feira que planeja demitir 5 mil funcionários, cerca de 6% de sua força de trabalho, a maior parte na Europa. Segundo dados obtidos junto à empresa, a diretoria decidiu explorar opções para aumentar o valor de suas ações, estimulada por "recentes manifestações de interesse" de compra por parte de fundos de investimento.
Fontes fontes próximas à negociação, ouvidas pelo diário financeiro americano The Wall Street Journal acrescentam que a empresa estaria avaliando propostas de compra que rondam os US$ 10,6 bilhões. A Computer Sciences já contratou o banco de investimentos Goldman Sachs para aconselhar a empresa na operação, diz a reportagem.
A Computer Sciences informou que a demissão dos funcionários faz parte de um programa de reestruturação, para reforçar os ganhos da empresa --que hoje tem cerca de 80 mil empregados. Pelo plano, 4.300 postos de trabalho seriam eliminados ao longo do ano fiscal de 2007 (iniciado no dia 1º deste mês) e outros 700 seriam cortados no ano fiscal de 2008.
Em um comunicado, o executivo-chefe da empresa, Van Honeycutt, disse que conta com um "excesso de mão-de-obra", principalmente na Europa. "Depois de longa consideração, decidimos que esta é a hora apropriada para lidar com a questão através de um plano de reestruturação."
A Computer Sciences já se prepara para pagar cerca de US$ 345 milhões em encargos trabalhistas neste ano fiscal por conta das demissões programadas, e outros US$ 30 milhões para as demissões no período seguinte. Descontados os encargos, a empresa estima que deve economizar cerca de US$ 150 milhões neste período fiscal e US$ 300 milhões no próximo.
No período de 12 meses encerrado em dezembro do ano passado, a Computer Sciences registrou receitas de US$ 14,6 bilhões e um lucro líquido de US$ 539 milhões.