Indícios de concentração econômica na compra da Esso pela Petrobras serão investigados pelo Ministério Público Federal (MPF). O procurador da República no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), José Elaeres Teixeira, mandou ofício ao presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielle, e da empresa norte-americana, Carlos Piotrowski, com o pedido de informações detalhadas da negociação. Teixera quer saber se ocorreu due diligence e assinaturas de documentos vinculantes no processo de aquisição. Esse fato pode alterar a ação das duas empresas como concorrentes no mercado.
De acordo com nota do MPF, "due diligence é uma análise detalhada de informações e documentos pertinentes a determinada empresa feita por outra empresa interessada em comprar seus ativos; documentos vinculantes são termos de intenção de compra e venda”.
Na avaliação do procurador da República, existem indícios de que “as negociações já podem ter alterado a relação de concorrência entre as empresas". Teixeira afirmou que, se ficar constatada a existência de documento vinculante e a ausência da notificação obrigatória, pedirá à Secretaria de Direito Econômico que apure a existência de concentração econômica no negócio entre as duas empresas.
O MPF deu prazo de 10 dias para que a Petrobras e a Esso respondam à notificação. Caso não enviem as informações requisitadas, os dirigentes das empresas poderão ser responsabilizados criminalmente.