Bush destacou o seu "forte apoio" ao governo da Grã-Bretanha, poucas horas depois de o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ter rotulado o governo britânico de "arrogante e egoísta".
Ahmadinejad voltou a repetir que as "forças de ocupação britânicas" teeriam invadido águas territoriais iranianas e que os soldados da guarda costeira do Irã mostraram "habilidade e coragem" no episódio.
- O governo britânico, em vez de se desculpar e expressar arrependimento por suas ações, começou a alegar que nós é que estávamos errados e a gritar em diferentes fóros internacionais - disse o presidente do Irã, acrescentando que essa não é a forma "lógica e legal" de lidar com o assunto.
Encontro com Lula
Nos Estados Unidos, em discurso depois de um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Camp David, Bush disse em entrevista coletiva que o assunto é "sério porque os iranianos tiraram essas pessoas de águas territoriais iraquianas".
- E isso é um comportamento imperdoável. Os iraquianos têm que libertar os reféns.
Ainda no sábado, a ministra do Exterior da Grã-Bretanha, Margaret Beckett, afirmou que o país busca uma solução "rápida e pacífica" para o impasse.
Beckett disse que todos lamentam a situação, e ressaltou que o que a Grã-Bretanha quer é uma saída.
No início da tarde, o embaixador iraniano em Moscou, Gholamreza Ansari, desmentiu ter dito a uma TV russa que os militares britânicos poderiam sofrer "ações legais" e ser "punidos" se forem comprovadas as acusações contra eles. Ele culpou um erro de tradução pela confusão.
Segundo a agência oficial iraniana, o embaixador iraniano afirmou que as declarações dele foram distorcidas por um canal de televisão russo, que levou ao ar a informação de que os britânicos poderiam ser julgados por invadir as águas territoriais do Irã.
Ele teria dito apenas que o o caso da detenção dos britânicos teria entrado em sua "fase legal".
Já a União Européia (EU) pediu, em uma nota assinada por todos os seus 27 ministros do Exterior, que o Irã liberte os militares imediatamente e sem impor condições.
O especialista em Defesa da BBC, Paul Wood, disse que existe uma "teoria" segundo a qual os marinheiros britânicos foram capturados em obediência a uma ordem "procedente dos mais altos níveis do governo iraniano", o que torna a negociação "um jogo bastante diferente" para o Ministério britânico do Exterior.