Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Complexo Penitenciário de Pedrinhas registra segunda fuga de presos

Presos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (MA), escaparam durante a madrugada desta quarta-feira, por um túnel cavado a partir do Presídio São Luís I, um dos oito estabelecimentos que compõem o complexo. Hoje pela manhã, câmeras de televisão flagraram novo tumulto, durante o qual alguns detentos tentaram escapar pulando o muro, mas foram impedidos por policiais.

Quarta, 17 de Setembro de 2014 às 08:57, por: CdB
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As autoridades maranhenses ainda não sabem quantos detentos fugiram, mas estimam que ao menos dez
Presos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (MA), escaparam durante a madrugada desta quarta-feira, por um túnel cavado a partir do Presídio São Luís I, um dos oito estabelecimentos que compõem o complexo. Hoje pela manhã, câmeras de televisão flagraram novo tumulto, durante o qual alguns detentos tentaram escapar pulando o muro, mas foram impedidos por policiais. As autoridades maranhenses ainda não sabem quantos detentos fugiram, mas estimam que ao menos dez presos tenham conseguido escapar. Segundo a assessoria da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária do Maranhão (Sejap), a recontagem dos internos será feita assim que a situação for controlada. Esta é a segunda grande de presos de Pedrinhas em uma semana. No último dia 10, 36 detentos deixaram o Centro de Detenção Provisória (CDP) da penitenciária depois que bandidos obrigaram o motorista de um caminhão a dirigir o veículo contra o muro do complexo, abrindo um grande buraco no concreto. Segundo a assessoria da Sejap, apenas três dos fugitivos haviam sido capturados. Durante a confusão, quatro detentos ficaram feridos e um foi recapturado. Palco de frequentes rebeliões, fugas, brigas e assassinatos de presos, Pedrinhas já contabiliza 16 detentos mortos só neste ano. O último homicídio no interior do presídio foi confirmado nesse final de semana. Segundo a Sejap, Eduardo Cesar Viegas Cunha foi morto na Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ). Um inquérito policial foi instaurado para apurar as circunstâncias da morte. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao menos 60 internos foram assassinados no interior da unidade durante o ano passado. Nessa segunda-feira, o diretor do Casa de Detenção, Cláudio Barcelos, foi detido preventivamente, suspeito de facilitar a fuga de presos. Segundo a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), órgão da Polícia Civil, ao menos dez presos podem ter pago para que o diretor da unidade os deixasse escapar. Entre os presos a quem o diretor teria facilitado a fuga estão os assaltantes de bancos Paulo Leandro Maciel da Silva, Rodrigo Bezerra Lima Nunes e José Wilson Pereira. Ainda de acordo com a Seic, o próprio diretor admitiu o esquema de facilitação de fugas ao prestar depoimento. As autoridades maranhenses investigam a possível participação de outros servidores e funcionários. - (As provas) Mais significativas (de sua atuação) são a documentação em que o diretor autoriza a saída de presos de dentro do sistema penitenciário sem o conhecimento do juiz da Vara de Execução Penal. Ele próprio se arvorava dessa função e autorizava a saída de detentos. Inclusive de condenados ao regime fechado - disse o delegado Luís Jorge, da Seic, à equipe do telejornal Repórter Brasil, da TV Brasil. Após a prisão de Cláudio Barcelos, o vice-presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do estado, César Castro Lopes, disse à Agência Brasil que o episódio revela que, ao contrário do que já declararam o secretário de Justiça e Administração Penitenciária, Sebastião Uchôa, e pessoas próximas a ele, a eventual corrupção de agentes e inspetores penitenciários concursados não é a principal causa das constantes fugas, rebeliões e assassinatos de presos. - A crise do sistema penitenciário maranhense tem uma única causa: falta gestão - disse o sindicalista. Segundo ele, “a maioria dos responsáveis pelas unidades mais problemáticas do estado, como as que compõem o Complexo de Pedrinhas – não faz parte do quadro de servidores de carreira da administração penitenciária. São pessoas de confiança do secretário e do governo. Logo, também podemos dizer que a principal fonte de corrupção, se houver, não está entre os servidores, mesmo que seja confirmado o envolvimento de algum deles”.
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