Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Complexo do Alemão amanhece em conflito entre policiais e criminosos

O Complexo do Alemão, Zona Norte da cidade do Rio amanheceu nesta segunda-feira em conflito entre policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e criminosos. Dois suspeitos foram detidos pela polícia, segundo informações da assessoria de imprensa da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP).

Segunda, 21 de Julho de 2014 às 09:07, por: CdB
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O teleférico que liga a rede ferroviária ao alto da comunidade está fechado desde quinta-feira, devido aos conflitos
O Complexo do Alemão, Zona Norte da cidade do Rio amanheceu nesta segunda-feira em conflito entre policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e criminosos. Dois suspeitos foram detidos pela polícia, segundo informações da assessoria de imprensa da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP). O policiamento foi reforçado por policiais de outras UPPs, depois dos conflitos na comunidade, que deixaram dois mortos e um policial ferido. Na tarde desse domingo, um jovem de 18 anos morreu durante uma troca de tiros. No início da noite, criminosos atacaram uma base e um carro da UPP do Alemão. Um policial que estava no local foi atingido pelos disparos e ficou ferido. De acordo com a CPP, o policial foi encaminhado ao Hospital Getúlio Vargas e, depois, transferido para o Hospital Central da Polícia Militar onde continua internado, em observação. A viatura, perfurada por tiros, pegou fogo. As chamas atingiram a base da UPP e a fiação elétrica, deixando parte da comunidade sem luz. Técnicos da concessionária Light estão no local. Também no domingo um homem, suspeito de trocar tiros com a policiais, foi baleado pela polícia e encaminhado ao Hospital Municipal Salgado Filho. Ele passou por uma cirurgia, mas acabou morrendo por volta da meia-noite. Confrontos vêm sendo registrados na comunidade desde a semana passada. O teleférico que liga a rede ferroviária ao alto da comunidade está fechado desde quinta-feira, devido aos conflitos. Segundo a Supervia, concessionária que administra o teleférico, ainda não há previsão de reabertura. Técnicos ainda estão avaliando possíveis danos provocados pelo tiroteio. Ativistas  A Delegacia de Repressão contra Crimes de Informática da Polícia Civil fluminense ainda procura 18 ativistas acusados de atos violentos em protestos no Rio de Janeiro. Eles foram denunciados à Justiça, na última sexta-feira e tiveram sua prisão preventiva decretada por associação criminosa. Também foram denunciadas cinco pessoas que já estão presas. Fabio Raposo Barbosa e Caio Silva Rangel já estavam presos desde o primeiro semestre, acusados de acender o rojão que matou o cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade. Já Elisa De Quadros Pinto Sanzi, conhecida como Sininho, Camila Aparecida Rodrigues Jourdan e Igor Pereira D’Icarahy foram presos pela Operação Firewall, no último dia 12. O desembargador Flávio Horta Fernandes, do Plantão Judiciário, negou pedidos de habeas corpus para os 23 denunciados. Dos 18 foragidos, 11 foram presos no dia 12 de julho, mas libertados no dia 17, porque sua prisão temporária não foi prorrogada. Sete estão foragidos desde o dia 12. O promotor da 26ª Promotoria de Investigação Penal do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), Luís Otávio Figueira Lopes, apontou que ativistas decidiam em reuniões fechadas as ações violentas em manifestações nas ruas do Rio. A indicação está no texto da denúncia encaminhada por ele na sexta-feira ao juiz da 27ª Vara Criminal da Capital, Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau. Após o recebimento da denúncia, o juiz decretou as prisões preventivas de 23 ativistas. De acordo com o promotor, com a intensificação das manifestações e com as ocupações em regiões da cidade houve a tentativa de unificação dos grupos com a criação da Frente Independente Popular (FIP), que conforme o texto, era gerida por reuniões públicas e outras de natureza fechada, em que participavam as lideranças. "Nessas reuniões fechadas estabeleceu-se que o protesto pacífico não seria meio hábil ao alcance dos objetivos dos grupos, tendo sido, então, definido que deveria ser incentivada a prática de ações violentas no momento das manifestações, tais como a depredação de bancos, de estabelecimentos comerciais e o ataque a ônibus e viaturas policiais", afirmou o promotor no texto ao qual repórteres da agência brasileira de notícias ABr teve acesso. Ele disse que Elisa Quadros Pinto Sanzi, a Sininho, pode ser identificada como uma das principais lideranças da FIP junto com Igor Mendes da Silva, Leonardo Fortini Baroni Pereira, Emerson Raphael Oliveira da Fonseca, Camila Aparecida Rodrigues Jourdan, Felipe Proença de Carvalho Moraes, Luiz Carlos Rendeiro Junior e Drean Moraes De Moura Corrêa. O promotor indicou que esses ativistas foram responsáveis pela decisão de incitar os ocupantes do movimento Ocupa Câmara [na Câmara Muncipal do Rio em agosto 2013] a promoverem a queima de um ônibus, o que foi feito após a realização de uma das reuniões fechadas da frente. O promotor atribui ainda a Elisa Quadros a orientação para incendiar o prédio da Câmara. “Também durante tal ocupação, Elisa Sanzi foi vista comandando manifestantes no sentido de carregarem três galões de gasolina para a Câmara Municipal, passando a incitar os demais manifestantes a incendiar o prédio, objetivo não alcançado em razão da intervenção de outros participantes dos atos, fatos apontados no depoimento da testemunha XXXXXXXX [não identificada no texto]”, informou.
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