Rio de Janeiro, 29 de Outubro de 2026

Competitividade em alta, segundo WEF

Quinta, 08 de Setembro de 2011 às 11:17, por: CdB

Não é pouco. O Brasil avançou cinco posições no ranking de competitividade publicado pelo WEF, ou Fórum Econômico Mundial – aquele que se reúne anualmente em Davos, na Suíça. Está, agora, na 53ª posição entre as economias mais competitivas do mundo, num total de 142 países analisados. Aos olhos de Davos, nossos pontos fortes são o tamanho e a força do mercado consumidor local, colocado na 8ª posição, a segurança do sistema financeiro nacional, em 16º lugar, e a oferta de serviços financeiros, listada na 25ª posição.

Nas categorias consideradas como “básicas”, o Brasil também se saiu bem na foto nos quesitos de inovação e sofisticação, nos quais é pontuado no 35º lugar. Segundo o WEF, o Brasil situa-se no grupo de países em estágio intermediário de desenvolvimento. Na percepção do WEF, no entanto, não vamos tão bem assim em quesitos como taxa de juros – 137ª. posição! – e infraestrutura portuária, 130º lugar. O relatório ressalva, ainda, o baixo incentivo à competição no país, a rigidez das leis trabalhistas e o sistema educacional brasileiro, com padrões aquém dos desejados.

O fato é que o Brasil tem avançado consistentemente nos rankings internacionais, incluindo o de Davos. Entre 2007 e 2009, galgamos 16 posições pelo WEF. O ritmo só foi interrompido devido à crise internacional, mas logo retomado. A boa notícia está para vir. A médio prazo, nos próximos 4 anos, vamos melhorar alguns quesitos como educação e infraestrutura.

Critérios questionáveis

No entanto, é preciso discutir e questionar os itens adotados pelo WEF, quando aponta, por exemplo, a “rigidez do mercado de trabalho” e suposto baixo “incentivo à competição” em nosso país. Já, quanto ao alegado desequilíbrio macroeconômico brasileiro, não há dúvida nenhuma que o critério adotado deve mesmo ser questionado. Afinal, a Europa não dispõe de qualquer equilíbrio macro econômico e economias como as dos Estados Unidos e Japão tampouco.

O fato é que não devemos aceitar os critérios do Fórum de Davos sem uma análise mais criteriosa, uma vez que nosso mercado de trabalho cresce ano a ano e se formaliza. E, quando falamos em “competição”, não podemos deixar de levar em conta a guerra cambial e comercial tendo como panorama o protecionismo corrente adotado nos Estados Unidos e na Europa. Nesse contexto, a abertura do nosso mercado e flexibilização do nosso marco legal trabalhista não fazem sentido.  Não podem, portanto, ser a base para medir nossa competitividade.

Tags:
Edições digital e impressa