Suíte Funk, ID: Entidades e Chapa Quente aguardam o respeitável público na Penha, mais precisamente na Arena Dicró, a partir deste sábado. Assinando uma mistura eletrizante de hip hop e dança contemporânea, a Companhia Urbana de Dança comemora 10 anos com várias apresentações no Rio, em todo o Brasil e também fora do país. Com patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Programa de Fomento à Cultura Carioca, a Companhia Urbana de Dança apresenta-se de graça, além de realizar oficinas de danças urbanas, a partir deste sábado na Arena Dicró na Penha, Zona Norte do Rio.
Em julho, a CUD viajou para a 3ª Bienal das Américas, em Denver, nos Estados Unidos, além de ter participado do Festival de Joinville.
A Companhia Urbana de Dança foi fundada pela diretora e coreógrafa Sonia Destri Lie e pelo dançarino Tiago Sousa. Hoje é formada por Tiago Sousa, Raphael Roussier, Jessica Nascimento, Johnny Britto, Miguel Fernandez, André Feijão, Julio Rocha, Allan Wagner e Rafael Balbino, que moram na Zona Norte, Zona Oeste e Baixada Fluminense. Em 2014, a companhia ficou entre os 6 mais (Top 6) na lista dos melhores do ano do The New York Times (o mesmo jornal dedicou antes três ótimas críticas ao trabalho do grupo).
Em 35 anos de trabalho, a coreógrafa Sonia Destri Lie movimentou-se dentro e fora do Brasil. Com os pés cá, foi do balé ao jazz, da dança contemporânea ao trabalho em musicais de teatro, televisão e cinema, alinhando-se com mestres como Tatiana Leskova, Marly Tavares, Lennie Dale e assinando coreografia de projetos artísticos envolvendo Maurício Sherman, Xuxa, Marília Pêra e Lúcia Murat, para citar alguns. Com os pés lá, entre Europa e EUA, fez formação com Pina Bausch, Alvin Nikolais, Twyla Tharp.
Foi na Alemanha que conheceu a pulsação atual de sua carreira, a dança urbana, que culminou com a formação da Companhia Urbana de Dança. Nos anos 1990, se mudou para lá a fim de lecionar na TanzHause e em várias escolas em Dusseldorf e Colônia nas técnicas de dança contemporânea, jazz e balé clássico e street jazz. Conheceu Marvin Smith e tornou-se colaboradora constante no curso de formação em hip hop na Reebok University, na Alemanha. Com Marvin assinou o vídeo "Banda do Exército da Alemanha dançando Hip hop", shows de moda para Diesel e Lewis e Projeto Videoclip que reunia 200 adolescentes por espetáculo.
Agosto – Arena Dicró
Arena Dicró – Rua Flora Lobo – Penha Circular. Tel. 21 7951.0203
Grátis | Lotação: 308 lugares | Classificação etária: Livre
Dias 01/08 e 02/08 - Suite Funk
Sobre Suíte Funk: Sucesso de crítica e público, já assistido por mais de 25 mil pessoas desde sua primeira temporada, em 2008, Suíte Funk é um hit no repertório da Companhia Urbana de Dança. Tradução ímpar do legítimo hip hop urbano contemporâneo, Suíte Funk traz, no embalo de
nove dançarinos, muito balanço tendo como pano de fundo um tanto da vivência cotidiana de quem habita subúrbios e favelas da cidade. "Fazemos desse caos uma Suíte, com break e breque. Com samba e beat Box", define Sonia Destri.
Dia 6 a 9 de agosto - ID:Entidades
Sobre ID:Entidades: A coreografia investiga as possibilidades do movimento surgido nas ruas das metrópoles, desdobramento da pesquisa de linguagem marcada por trabalhos como Ziriguidum, Batalha urbana e Suíte Funk, que rodaram a Europa. Aliás, foi na França, em 2010, que a obra apresentou seus primeiros passos, incendiando a plateia do Hangar 23, em Rouen, e ainda no Festival Hoptimum, em 2013. ID: Entidades foi considerado entre um dos 10 melhores trabalhos apresentados na cena da dança contemporânea pelo Nova York Times e foi indicado ao Prêmio Bessies.
ID:Entidades surgiu da vontade de pensar em nova sonoridade e nova movimentação. Os dançarinos da Companhia Urbana de Dança se afirmam como sujeitos a partir de suas trajetórias como afro-latinos, brasileiros e jovens, vindos das periferias da cidade do Rio de Janeiro.
Dia 13 a 16 de agosto - Chapa Quente
Sobre Chapa Quente: Energética e acrobática, a peça coreográfica é pura adrenalina, um exercício de velocidade que mistura house dance contemporâneo e dança urbana, explorando a vitalidade dos oito dançarinos da Companhia. Teve excelente repercussão no Festival Suresnes Cités Danse, na França, e no Peak Performances, em Nova Jersey, em 2011, onde dividiu o palco com Bill T.Jones e Wayne McGregor, Chapa Quente foi muito bem recebida pela crítica, conseguindo destaque nos jornais The New York Times, Financial Times e New York Observer. Com trilha de Rodrigo Marçal.
Horários: de quinta-feira a sábados sempre às 20h e aos domingos às 19h.
Oficinas de 13h às 16h.