Rio de Janeiro, 20 de Outubro de 2026

Companhia de água do Rio descarta irregularidades no abastecimento em centro de instrução da Marinha

Terça, 23 de Agosto de 2011 às 09:21, por: CdB

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do estado (Cedae), Wagner Victer, informou hoje (23), que a companhia, até o momento, está isenta de qualquer investigação no caso que levou  57 recrutas do Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves (Ciampa), da Marinha, a serem internados com insuficiência respiratória.

Segundo Victer, a Cedae não tem parecer sobre o caso, porque, em nenhum momento, foi levantada a hipótese de irregularidades no abastecimento de água na região.

“A Cedae, sobre esse ocorrido no Quartel da Marinha, não tem parecer e nem vai fazer parecer, até porque, em nenhum momento, foi solicitado. Essa questão não tem qualquer relação com a qualidade de água fornecida. Se fosse um problema de água não aconteceria somente no Quartel da Marinha, aconteceria com toda a população da região de Campo Grande. Isso porque a mesma água que é fornecida ali também é fornecida a todos os moradores do Rio de Janeiro. A água vem do Sistema Guandu”, alegou.

Ontem (22), dois defensores públicos da União fizeram uma visita aos aspirantes a fuzileiros navais internados no Hospital Marcílio Dias. Segundo eles, os recrutas afirmaram que não foram submetidos ao excesso de exercícios, no entanto, foram unânimes ao relatar que a falta de água potável no centro de instrução é constante, durante alguns períodos do dia, sendo obrigados a beber água da torneira para matar a sede.

Para Victer, o problema pode ser interno, já que os recrutas beberam água das torneiras durante o curso. “Pode ser uma contaminação interna por não limpeza das caixas d’água ou da cisterna, ou até utilização de águas de poço, que é uma coisa normal, apesar de irregular, por conter muitas bactérias. Em nenhum momento, a alternativa Cedae foi levantada como sendo hipótese, por qualquer pessoa, inclusive pelas próprias vítimas.”

Victer disse que a Cedae está disposta a colaborar e, se for solicitado à companhia uma análise da água, ela será feita.

Edição: Lana Cristina
 

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