A companhia americana E Ink revelou o protótipo de uma invenção que pode funcionar como um "papel digital", tendo apenas 0,3 milímetros de espessura. Para criar o produto, a companhia usou transistores da espessura de uma folha de papel alumínio. Esses transistores, chamados TFTs, costumam ser usados na fabricação de telas de computadores. Recobrindo os transistores da E Ink há um material – patenteado pela empresa – formado por milhões de pequenas cápsulas que retêm pigmentos nas cores preta e branca. Os pigmentos se movimentam na cápsula reagindo a estímulas elétricos de dois eletrodos, um deles, transparente, colocado em cima dela e outro embaixo da cápsula. Eletrodos e pigmentos Uma descarga elétrica que atravessa o eletrodo de cima faz com que os pigmentos negros se movam para o topo da cápsula e criem um ponto dessa cor na superfície do papel digital. A reversão da voltagem elétrica traz os pigmentos brancos de volta ao topo. O uso dos transistores permite que os pesquisadores da E Ink controlem as descargas, fazendo que elas ocorram nas exatas áreas do "papel" em que desejam criar uma imagem preta e branca de alta resolução. O monitor pode ser atualizado em até 250 milionésimos de segundos, lento demais para exibir um vídeo, por exemplo, mas rápido o bastante para servir de plataforma para algo como um papel eletrônico, que poderia exibir imagens renovadas constantemente. A tela flexível pode ser enrolada em um tubo com quatro milímetros de diâmetro. A criação do papel digital foi detalhada em uma reportagem da revista científica Nature. A E Ink acredita que a invenção poderá ser usada para fabricar até roupas com capacidade de agir como telas de computador.
Companhia americana revela protótipo de 'papel digital'
Quinta, 08 de Maio de 2003 às 13:24, por: CdB