Ao som de "Senhoras e Senhores, nós o pegamos", o administrador americano no Iraque, Paul Bremer anunciou em entrevista coletiva em Bagdá, no dia 13 de dezembro do ano passado, que soldados americanos haviam capturado Saddam.
O ex-líder iraquiano foi encontrado em um porão na cidade de Abduar, a 30 quilômetros ao sul de Tikrit (cidade que ele nasceu). O comandante das forças americanas no Iraque, general Ricardo Sanchez, disse que Saddam foi capturado sem resistência alguma.
O governo americano chegou a oferecer uma recompensa de US$ 25 milhões (cerca de R$ 75 milhões) pela captura de Saddam Hussein.
Durante a coletiva, as autoridades americanas exibiram imagens de Saddam capturado, com uma barba comprida e grisalha e mostravam o esconderijo de Saddam e cenas do exame médico realizado no presidente iraquiano deposto.
As cenas chocaram o mundo árabe pela fragilidade com que Saddam foi apresentado. Especulações sobre a finalidade de mostrar o ditador dessa maneira foram discutidas. Seria bom para os Estados Unidos mostrar o ditador tão enfraquecido e fragilizado ao povo iraquiano. Primeiro, mostraria a supremacia das tropas americanas ao pegarem o tão temido ditador. Depois, desencorajaria os demais dirigentes do partido Baath.
A captura de Saddam colocou fim a um clima de medo que ainda pairava sobre os iraquianos, que sempre temiam a volta do ditador a qualquer momento.
A filha de Saddam declarou que seu pai teria recebido altas doses de tranqüilizantes antes das imagens serem gravadas e que ele teria lutado se estivesse em condições normais.
Saddam foi pego dois dias após um de seus principiais acessores, considerado seu braço direito, ter sido capturado. Autoridades norte-americanas disseram que ele deu as informações necessárias para a captura de Saddam.
Em 22 de julho, Uday e Qusay, filhos do ex-líder iraquiano, e acusados de cometerem tantos crimes e execuções quanto Saddam, foram mortos em um ataque das forças americanas em Mosul, no norte do Iraque.