- Eu sei que a prática dos retoques não vai desaparecer de vez. E nem precisa - observa. "Mas eu gostaria de conseguir que as revistas deixassem de retocar corpos e rostos. Quando se nota que há um cabelo no paletó da foto, é óbvio que se pode eliminá-lo digitalmente. Da mesma forma não há problema em dar sumiço a uma espinha no meio da testa. Mas parem de fazer quadris parecerem mais estreitos."
Cada vez mais empresas reagem a tais apelos. Em sua recente campanha #AerieReal, a marca de roupas de baixo Aerie, da firma norte-americana American Eagle Outfitters, usa exclusivamente fotos não manipuladas de suas modelos: nada foi posteriormente embelezado. A iniciativa parece estar tendo boa repercussão junto aos consumidores.
Necessidade de diretrizes
Porém, a indústria da moda não está sozinha em sua obsessão por uma imagem ideal do mundo. Um quinto das fotos submetidas ao conceituado concurso World Press Photo foi rejeitada devido a processamento digital intenso.
O especialista em mídia Thomas Knieper acredita que está urgentemente na hora de se estabelecerem certas diretrizes globais sobre a questão. As redações de notícias e firmas de comunicação de todo o mundo já têm, cada uma, suas regras próprias.
No geral, admite-se a intensificar as cores ou outras técnicas que realcem o motivo fotográfico central. É também ponto pacífico a eliminação de pequenos defeitos, como fiapos ou poeira. Inaceitável, por outro lado, é a manipulação do conteúdo de uma foto, por exemplo, adicionar a posteriori uma montanha ou apagar pessoas ou objetos.
Mensagens seletivas
Como o Photoshop influenciou a percepção da realidade
No início, o Photoshop era um programa de computador bem simples, que pouco mais fazia do que exibir imagens reticuladas nas telas monocromáticas de então. Vinte e cinco anos depois, ele está entre os mais desenvolvidos aplicativos para processamento digital de fotos do mundo.
Quinta, 05 de Março de 2015 às 07:09, por: CdB
- Eu sei que a prática dos retoques não vai desaparecer de vez. E nem precisa - observa. "Mas eu gostaria de conseguir que as revistas deixassem de retocar corpos e rostos. Quando se nota que há um cabelo no paletó da foto, é óbvio que se pode eliminá-lo digitalmente. Da mesma forma não há problema em dar sumiço a uma espinha no meio da testa. Mas parem de fazer quadris parecerem mais estreitos."
Cada vez mais empresas reagem a tais apelos. Em sua recente campanha #AerieReal, a marca de roupas de baixo Aerie, da firma norte-americana American Eagle Outfitters, usa exclusivamente fotos não manipuladas de suas modelos: nada foi posteriormente embelezado. A iniciativa parece estar tendo boa repercussão junto aos consumidores.
Necessidade de diretrizes
Porém, a indústria da moda não está sozinha em sua obsessão por uma imagem ideal do mundo. Um quinto das fotos submetidas ao conceituado concurso World Press Photo foi rejeitada devido a processamento digital intenso.
O especialista em mídia Thomas Knieper acredita que está urgentemente na hora de se estabelecerem certas diretrizes globais sobre a questão. As redações de notícias e firmas de comunicação de todo o mundo já têm, cada uma, suas regras próprias.
No geral, admite-se a intensificar as cores ou outras técnicas que realcem o motivo fotográfico central. É também ponto pacífico a eliminação de pequenos defeitos, como fiapos ou poeira. Inaceitável, por outro lado, é a manipulação do conteúdo de uma foto, por exemplo, adicionar a posteriori uma montanha ou apagar pessoas ou objetos.
Mensagens seletivas