Rio de Janeiro, 07 de Agosto de 2026

Commodities sustentam superávit

Quarta, 02 de Março de 2011 às 12:10, por: CdB

Um recorde na escalada dos preços do petróleo e do minério de ferro sustentou o crescimento das exportações brasileiras no mês de fevereiro e nos legou saldo comercial positivo. As exportações somaram US$ 16,7 bi e as importações US$ 15,5 bi. Saldo comercial, portanto, de US$ 1,2 bi.

Outro bom dado deste balanço é que a profunda crise em que mergulharam os países árabes, os do Norte da África e de parte do Oriente Médio, em nada afetou nosso comércio. Pelo contrário, na comparação com fevereiro de 2010, nossas exportações no mês passado cresceram 26% para o Oriente Médio e 16% para os países da África.

Mas, nosso saldo comercial contou substancialmente, mesmo, foi com a alta do preço do petróleo, o que permitiu que vendêssemos um petróleo bruto 21% mais caro, sem falar que aumentamos 27% nas vendas do nosso óleo.

A rota de manutenção do crescimento


O item mais vendido pelo Brasil, no entanto, continua a ser minério de ferro, que teve o extraordinário aumento de 136% em seus preços no mês passado. Com isso, gerou US$ 2,7 bi, um aumento de valor da ordem de 111% em comparação com o fevereiro anterior.

Tudo indica, portanto, que os altos preços das commodities vão sustentar nosso superávit comercial na casa dos US$ 15 bi. Mas, nós precisamos de pelo menos o dobro e não podemos ter déficit externo. Repito: não podemos e não devemos financiar nosso crescimento com poupança externa, e déficit na casa dos US$ 50 bi.

O que precisamos é poupar e investir, mantendo superávit na balança de pagamentos. Caso contrário, não sairemos do círculo vicioso do câmbio valorizado e do déficit externo, que já custou tão caro ao nosso país no passado.

 

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