Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Comitiva ecumênica acompanha Lula no funeral do papa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva levará uma comitiva ecumênica ao funeral do papa João Paulo II no Vaticano. Ela será composta, além de políticos, por representantes da Igreja Luterana, do judaísmo, do islamismo e do candomblé. Lula levará 13 pessoas ao enterro do pontífice, entre eles o xeque Armando Hussein, da mais antiga mesquita do Brasil. (Leia Mais)

Quarta, 06 de Abril de 2005 às 17:56, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva levará uma comitiva ecumênica ao funeral do papa João Paulo II no Vaticano. Ela será composta, além de políticos, por representantes da Igreja Luterana, do judaísmo, do islamismo e do candomblé.

Lula levará 13 pessoas ao enterro do pontífice, entre eles o xeque Armando Hussein, da mais antiga mesquita do Brasil; a ialorixá Areonilthes Conceição Chagas, conhecida como Mãe Nitinha, a mais velha (77 anos) e mais importante mãe-de-santo do candomblé; o pastor luterano Rolf Schunemann, vice-presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs; e o rabino Henry Sobel, da Congregação Israelita Paulista.

A comitiva, que deve chegar na noite de quinta-feira em Roma, é composta ainda pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e José Sarney (1985-1990), e pelos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), e do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim.

O presidente Lula estará acompanhado da primeira-dama Marisa Letícia, do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, do chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho e do líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP).

Fora da comitiva oficial irão o arcebispo metropolitano de Brasília dom João Bráz de Avis, o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Odilon Pedro Scherer e o assessor político da CNBB, padre José Ernanne Pinheiro.

O Brasil terá três ex-presidentes da República no funeral do papa, que morreu no sábado e cujo corpo será enterrado na sexta-feira às 5h (horário de Brasília). Isso porque o embaixador do Brasil em Roma é Itamar Franco, que chegou ao Palácio do Planalto em 1992, e deixou a Presidência em 1995.

Lula permanece em Roma até sábado, quando parte para um giro por cinco países africanos.

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