Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Comitês de Auto-Defesa Populares

Sexta, 27 de Maio de 2011 às 10:55, por: CdB

Por Comitês Populares de Auto-Defesa 27/05/2011 às 16:34

O desasarmamento dos pobres trabalhadores e desempregados só os deixará mais indefesos e vulneráveis à truculência dos bandidos oficiais e não oficiais. O tiro sairá pela culatra. Portanto, em vez de entregarem suas armas, os pobres devem se armar e se municiar, pois os poderosos não só aumentam seus arsenais e suas munições, como matam os pobres.

Na vã tentativa de deter a primavera, os poderosos não só tem ceifado muitas rosas como nada tem feito para impedir que elas sejam ceifadas. Ilustremos dois casos recentes: O massacre de Realengo e o assassinato de dois trabalhadores rurais no Pará.

Já que os poderosos não só não´priorizam a segurança pública, já que eles tem segurança privada e ainda usam de segurança pública para se protegerem e atacarem os pobres, como o Sarney, que botava seguranças do senado na sua mansão particular, os pobres devem se armar e se organizar para se defender tanto dos bandidos oficiais quanto dos concorrentes desses bandidos.

Os poderosos e os bandidos pobres não só não se desarmam, como aumentam seus arsenais e munições e suas truculências, deixando os pobres indefesos. O desasarmamento dos pobres trabalhadores e desempregados só os deixará mais indefesos e vulneráveis à truculência dos bandidos oficiais e não oficiais. O tiro sairá pela culatra. Portanto, em vez de entregarem suas armas, os pobres devem se armar e se municiar, pois os poderosos não só aumentam seus arsenais e suas munições, como matam os pobres.

O trabalhador e desempregado que entregar suas armas está caindo no conto do vigário, pois os poderosos querem apenas desarmar os pobres para mantê-los escravizados. Os bandidos oficiais continuarão armados até os dentes e os bandidos pé-rapados não entregam suas armas, ficam torcendo para que o cidadão de vem se desarme, para que o trabalho deles seja mais fácil. O interesse deles não é a segurança pública, mas o aumento da insegurança, até porque quem abastece o mercado negro de armas e munições é o estado, através da banda podre de suas polícias.

Portanto, em vez de entregarmos nossas poucas armas, vamos nos armar, vamos formar comitês de auto-defesa populares, porque se depender dos poderosos nós não teremos segurança, mas truculência, como acabou de acontecer com os ambientalistas no estado do Pará.



Canção para os Homens de Inglaterra
Percy Bysshe Shelley (Inglaterra, 1792 - 1822)?

Homens de Inglaterra, porquê lavrar
Para os senhores que vos derrubam?
Porquê tecer com esforço e cuidado
As ricas roupas que vossos tiranos vestem?

Porquê alimentar, e vestir, e proteger,
Do berço até à sepultura,
Aqueles ingratos zângãos que
Exauririam o vosso suor como beberiam também o vosso sangue?

Porquê, Abelhas de Inglaterra, forjar
Tantas armas, grilhetas e chicotes
Se esses zângãos sem ferrão podem destruir
O produto forçado da vossa labuta?

Será que tendes lazer, conforto, calma,
Abrigo, comida, o doce bálsamo do amor?
O que é então que comprais tão caro
Com a vossa dor e com o vosso medo?

O grão que semeais, colhe-o outro;
A riqueza que encontrais, fica outro com ele;
As roupas que teceis, outro as veste;
As armas que forjais, outro as usa.

Semeai grão, - mas não deixeis que nenhum tirano o colha;
Encontrai riqueza, - mas não deixeis nenhum impostor acumulá-la;
Tecei roupas, - mas não deixeis nenhum ocioso usá-las;
Forjai armas, - que usareis vossa defesa.

Recolhei às vossas caves, buracos e cubículos;
Nas mansões que embelezais, outro lá vive.
Porquê sacudir as grilhetas que forjastes? Vedes
O aço que temperastes brilhar sobre vós.

Com o arado e a pá, e a enxada e o tear,
Cavai a vossa sepultura e construí o vosso túmulo,
E tecei a vossa mortalha, até que a bela
Inglaterra seja o vosso sepulcro.

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