Rio de Janeiro, 21 de Setembro de 2026

Comitê Olímpico se preocupa com segurança de atletas no Rio-2016

O Comitê Olímpico Internacional apoia os protestos por melhor prestação de serviços públicos como saúde e educação no Brasil, desde que sejam pacíficos e não coloquem em risco os atletas que disputarão os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, disse a chefe da comissão do COI responsável pela Olimpíada.

Terça, 03 de Setembro de 2013 às 07:52, por: CdB
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O Comitê Olímpico Internacional apoia os protestos por melhor prestação de serviços públicos como saúde e educação no Brasil
O Comitê Olímpico Internacional apoia os protestos por melhor prestação de serviços públicos como saúde e educação no Brasil, desde que sejam pacíficos e não coloquem em risco os atletas que disputarão os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, disse a chefe da comissão do COI responsável pela Olimpíada. As manifestações foram o maior problema enfrentado pelos organizadores da Copa das Confederações, em junho, que abriu o calendário de grandes eventos esportivos no país antes da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos. A Fifa virou alvo de diversas manifestações, que cobravam escolas e hospitais no mesmo padrão dos modernos estádios construídos para o torneio preparatório para o Mundial. Houve protestos violentos no entorno de estádios em dias de jogos, e dois micro-ônibus a serviço da federação internacional chegaram a ser atacados em Salvador. Ciente das críticas ao torneio de futebol, a ex-atleta marroquina Nawal El Moutawakel disse que o COI concorda com os pedidos das ruas por melhor saúde e educação, mas ressaltou que a entidade tem a responsabilidade de garantir a segurança dos atletas. - Nós apoiamos manifestações pacíficas, mas queremos proteger nossos atletas, queremos que os Jogos aconteçam de forma pacífica para garantir a segurança dos atletas que virão de todas as partes do mundo - disse Nawal em entrevista coletiva no encerramento da quinta visita da Comissão de Coordenação do COI para os Jogos Olímpicos de 2016. - Os protestos são saudáveis se forem protestos pacíficos. Manifestações que falam sobre educação, pessoas que querem melhor saúde. Nós acreditamos que o esporte é uma solução, os Jogos Olímpicos são uma solução, e nós apoiamos as ideias que vieram dos protestos - acrescentou. Ao lado de Nawal na entrevista, o diretor-executivo do COI, Gilbert Feli, fez questão de ressaltar que aos protestos durante os Jogos Olímpicos, caso ocorram, precisam ser organizados para não inviabilizar a realização do evento, que por si só representa um enorme desafio logístico ao funcionamento de qualquer cidade. As autoridades esportivas exaltaram o legado que a organização dos Jogos Olímpicos pela primeira vez na América do Sul terá não só para o Brasil, mas para a região como um todo. - Rio, Brasil e América do Sul vão se beneficiar de organizar os Jogos Olímpicos. Pensem em todoas as arenas que serão construídas, toda a infraestrutura. É um legado forte que será um benefício para várias gerações pela fente, para os milhões de jovens desse país e dessa região - disse Nawal.  
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