Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Comitê dos Jogos de 2016 discute fechamento de acesso ao Porto do Rio

Uma reunião entre representantes da Associação dos Usuários dos Portos do Rio de Janeiro e o Comitê Organizador do Jogos de 2016 acontecerá nesta semana.

Domingo, 03 de Maio de 2015 às 13:36, por: CdB
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Segundo o diretor-presidente da Usuport-RJ, André Seixas, o fechamento da baía gerou prejuízos
Foi marcada para quarta-feira uma reunião entre representantes da Associação dos Usuários dos Portos do Rio de Janeiro (Usuport-RJ) e o Comitê Organizador do Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, para discutir o fechamento de acesso ao Porto do Rio durante as regatas olímpicas, como ocorreu no evento-teste feito em agosto do ano passado na Baía de Guanabara. A informação é do diretor-presidente da Usuport-RJ, André Seixas. Segundo ele, o fechamento da baía gerou prejuízos, tanto que o Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro instaurou inquérito civil público para averiguar o caso. A preocupação agora é evitar mais prejuízos. - Com as seis horas do evento-teste [o acesso ficou restrito das 11h as 17h por quase duas semanas] o Porto do Rio entra na CTI. De sete a oito horas de fechamento, respira por aparelho, em coma. Mais do que isso é a morte. Se o Porto do Rio ficar sem receber navios por dez a 15 dias, os prejuízos de todos os atores do porto chegam a US$ 100 milhões com facilidade. Esses atores são os usuários exportadores e importadores, terminais, a própria CDRJ [Companhia Docas do Rio de Janeiro, responsável pelo porto], armadores, transportadores, rebocadores - disse. Em reunião no MPF no início de abril para tratar do inquérito, a Usuport-RJ apresentou uma série de questões que precisam ser analisadas: se o fechamento de seis horas por dia, como ocorreu no evento-teste, serão o suficiente para os jogos; quantos dias de restrição serão necessários, considerando a montagem e desmontagem do aparato técnico; qual a solução oferecida pela CDRJ e Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) no caso de navios cancelarem escalas no Porto do Rio de Janeiro; e quem pagará os prejuízos dos terminais se os navios cancelarem escalas. De acordo com Seixas, o planejamento não está sendo discutido com os usuários do porto. “Parecem perguntas básicas, mas, infelizmente, os players envolvidos nas operações portuárias, principalmente usuários, terminais e armadores, até agora, não sabem absolutamente nada sobre o que vem pela frente”. Segundo a Antaq, a agência reguladora ainda não foi cientificada pelo Ministério Público Federal sobre o inquérito. O órgão ressalta que não está previsto o fechamento do porto, apenas uma “interrupção temporária do tráfego de embarcações na Baía de Guanabara”, com a movimentação e armazenagem de cargas ocorrendo normalmente durante os eventos olímpicos. Quanto à possibilidade de cancelamento de escalas de navios, a Antaq avalia que o risco sempre existe, independente dos eventos, por motivos meteorológicos, comerciais ou de segurança. - Como o planejamento é previamente feito e divulgado pela Marinha, esse risco será mitigado ao máximo durante a execução do evento-teste e Jogos Olímpicos - disse. De acordo com a Antaq, não foi verificado durante o evento-teste do ano passado nenhum cancelamento de escala no Porto do Rio, bem como atrasos na movimentação de cargas ou reclamações junto a Antaq. Também citada no inquérito do MPF, a CDRJ foi procurada, mas não respondeu à reportagem.
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