Rio de Janeiro, 11 de Agosto de 2026

Comissão visita obras de Jirau na outra margem do Rio Madeira para averiguar condição de trabalho

Quinta, 31 de Março de 2011 às 11:06, por: CdB

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Uma comissão formada por representantes do Tribunal Regional do Trabalho de Rondônia e da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) – auxiliados por servidores da Usina Hidrelétrica Jirau – estão fazendo, neste momento, uma inspeção surpresa ao local, para averiguar se procede ou não a Ação Civil Pública impetrada ontem (30) pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). A suspeita é de que alguns funcionários estejam dando continuidade à obra, sem as condições adequadas para o trabalho.

A ação do MPT foi feita após uma equipe de auditores-fiscais do Ministério do Trabalho constatar a inviabilidade temporária para o prosseguimento da obra na margem do Rio Madeira, onde incêndios e depredações foram provocados em alojamentos, na área de lazer, lavanderia, farmácia e, também, em uma agência bancária. O que a comissão quer averiguar é se as condições de trabalho são satisfatórias na outra margem.

A suspeita é de que cerca de 4 mil trabalhadores residentes na região ainda estejam prestando serviços na margem cujas instalações não foram afetadas pelos incêndios e depredações. Se a comissão confirmar a presença de trabalhadores no local, vai avaliar a situação em que se encontram.

De acordo com o MPT, nos casos em que o empregador mantém alojados trabalhadores, há a necessidade de se “manter patamares mínimos” para a condução de uma obra. Para retomar as atividades na área onde houve o conflito, os inspetores avaliam ser imprescindível que a área de vivência seja restaurada dentro dos parâmetros estabelecidos por norma.

“Queremos saber se a obra está ou não funcionando de forma precária, dando condições de trabalho, alojamento e alimentação adequadas aos trabalhadores”, disse hoje (31), à Agência Brasil, o secretário-geral da Presidência do TRT, Mac-Donald Rivero Junior.

O TRT informa que, até o final da tarde de hoje, após retornar da inspeção, o juiz Afrânio Viana Gonçalves, deverá decidir se acatará ou não o pedido de embargo da obra.

Edição: Lana Cristina
 

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