A Comissão de Assunto da Criança, do Adolescente e do Idoso da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) pretende acompanhar de perto a situação do acompanhamento que está sendo feito às famílias de alunos vítimas do atentado à Escola Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste, há uma semana.
A presidente da Comissão, deputada Claise Maria Zito (PSDB), vai encaminhar um ofício às secretarias municipais de Assistência Social, Educação, Defesa Civil e Saúde. O pedido foi anunciado durante reunião do colegiado nesta quarta-feira. Claise aproveitou para falar da importância do atendimento psicológico a todos os envolvidos no episódio.
– Estive na missa em homenagem às vítimas desta tragédia que nos abateu e, sinceramente, não há palavras ou ações que amenizem a dor daquelas mães, daquelas famílias e daquelas crianças que sobreviveram. Mas, como presidente da comissão, vejo-me na obrigação de garantir e fiscalizar o acompanhamento psicológico de todos os envolvidos para que sua educação, sua saúde e seu futuro não sejam prejudicados –, completou Claise.
Membro efetivo da comissão, a deputada Inês Pandeló (PT) afirmou que o colegiado depende das informações dadas pela Prefeitura do Rio para realizar novas ações.
– A primeira atitude da comissão foi fazer um pedido de informação, para saber como o Poder Executivo carioca irá lidar com essa situação. Queremos saber das secretarias o que será feito para coibir a violência nas escolas. A partir desses dados, voltaremos a nos reunir para pensar em outros encaminhamentos cabíveis –, declarou.
A Polícia Civil divulgou nesta-quarta-feira uma gravação de Wellington de Oliveira, responsável pela morte de 12 adolescentes da Escola Municipal Tasso da Silveira no último dia 7. Segundo o diretor de Polícia Técnico Científica, delegado Sérgio Henriques, o vídeo de 55 segundos teria sido feito em julho de 2010. O arquivo foi encontrado em um disco rígido de computador que estava na casa onde Wellington morava, em Sepetiba.
– Nós estamos fazendo uma perícia para tentar recuperar eventuais dados apagados –, disse Henriques.
No vídeo, Wellington fala que “uma ação fará pelos seus semelhantes que são humilhados, agredidos, desrespeitados em vários locais, como escolas e colégios”. Para Henriques, o texto mostra mais uma vez os sinais de esquizofrenia do atirador.
– É um trecho curto de uma gravação que ele faz, utilizando uma máquina fotográfica que também pode ser utilizada como webcam, onde ele novamente demonstra o comportamento esquizofrênico. Ele diz que não é um bobão, que vai se vingar de uma forma cruel, e novamente fala nos injustos, nos pecadores, toda aquela confusão mental que ele demonstrava ter ao longo da vida.
Um outro disco rígido que estava no computador queimado pelo assassino ainda não foi acessado. Segundo o delegado, isso será feito com ajuda de um software repassado pelo FBI, a polícia federal dos Estados Unidos.
Henriques descartou a ligação de Wellington com grupos terroristas.
– É uma fantasia dele. Ele possui as características básicas de um esquizofrênico e não há de se admitir que uma pessoa que tenha envolvimento com uma Al Qaeda, grupo terrorista de Osama Bin Laden, utilize para um crime desses um revólver ponto [calibre] 32, que não é mais utilizado por ninguém.
Comissão vai acompanhar situação de famílias da tragédia de Realengo
A Comissão de Assunto da Criança, do Adolescente e do Idoso da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) pretende acompanhar de perto a situação do acompanhamento que está sendo feito às famílias de alunos vítimas do atentado à Escola Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste, há uma semana.
Quinta, 14 de Abril de 2011 às 09:41, por: CdB
A Comissão de Assunto da Criança, do Adolescente e do Idoso da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) pretende acompanhar de perto a situação do acompanhamento que está sendo feito às famílias de alunos vítimas do atentado à Escola Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste, há uma semana.
A presidente da Comissão, deputada Claise Maria Zito (PSDB), vai encaminhar um ofício às secretarias municipais de Assistência Social, Educação, Defesa Civil e Saúde. O pedido foi anunciado durante reunião do colegiado nesta quarta-feira. Claise aproveitou para falar da importância do atendimento psicológico a todos os envolvidos no episódio.
– Estive na missa em homenagem às vítimas desta tragédia que nos abateu e, sinceramente, não há palavras ou ações que amenizem a dor daquelas mães, daquelas famílias e daquelas crianças que sobreviveram. Mas, como presidente da comissão, vejo-me na obrigação de garantir e fiscalizar o acompanhamento psicológico de todos os envolvidos para que sua educação, sua saúde e seu futuro não sejam prejudicados –, completou Claise.
Membro efetivo da comissão, a deputada Inês Pandeló (PT) afirmou que o colegiado depende das informações dadas pela Prefeitura do Rio para realizar novas ações.
– A primeira atitude da comissão foi fazer um pedido de informação, para saber como o Poder Executivo carioca irá lidar com essa situação. Queremos saber das secretarias o que será feito para coibir a violência nas escolas. A partir desses dados, voltaremos a nos reunir para pensar em outros encaminhamentos cabíveis –, declarou.
A Polícia Civil divulgou nesta-quarta-feira uma gravação de Wellington de Oliveira, responsável pela morte de 12 adolescentes da Escola Municipal Tasso da Silveira no último dia 7. Segundo o diretor de Polícia Técnico Científica, delegado Sérgio Henriques, o vídeo de 55 segundos teria sido feito em julho de 2010. O arquivo foi encontrado em um disco rígido de computador que estava na casa onde Wellington morava, em Sepetiba.
– Nós estamos fazendo uma perícia para tentar recuperar eventuais dados apagados –, disse Henriques.
No vídeo, Wellington fala que “uma ação fará pelos seus semelhantes que são humilhados, agredidos, desrespeitados em vários locais, como escolas e colégios”. Para Henriques, o texto mostra mais uma vez os sinais de esquizofrenia do atirador.
– É um trecho curto de uma gravação que ele faz, utilizando uma máquina fotográfica que também pode ser utilizada como webcam, onde ele novamente demonstra o comportamento esquizofrênico. Ele diz que não é um bobão, que vai se vingar de uma forma cruel, e novamente fala nos injustos, nos pecadores, toda aquela confusão mental que ele demonstrava ter ao longo da vida.
Um outro disco rígido que estava no computador queimado pelo assassino ainda não foi acessado. Segundo o delegado, isso será feito com ajuda de um software repassado pelo FBI, a polícia federal dos Estados Unidos.
Henriques descartou a ligação de Wellington com grupos terroristas.
– É uma fantasia dele. Ele possui as características básicas de um esquizofrênico e não há de se admitir que uma pessoa que tenha envolvimento com uma Al Qaeda, grupo terrorista de Osama Bin Laden, utilize para um crime desses um revólver ponto [calibre] 32, que não é mais utilizado por ninguém.