Rio de Janeiro, 19 de Setembro de 2026

Comissão presidida por Marco Feliciano aprova texto contrário aos gays

Quinta, 17 de Outubro de 2013 às 14:56, por: CdB
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O pastor Marco Feliciano segue em sua trajetória polêmica
Embora o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) tenha conseguido aprovar na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que ele preside, o projeto que isenta os templos religiosos, padres e pastores de crime na Lei da Discriminação se vetarem a presença e participação de pessoas "em desacordo com suas crenças", o feito não conta com qualquer respaldo na Casa, "pois deverá cair na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), por seu caráter segregacional", afirmou um alto assessor do Parlamento, em condição de anonimato, ao Correio do Brasil, nesta quinta-feira. – Esse projeto de lei pode ser considerado um factóide ou uma manobra, pueril até, de se tentar contornar a Constituição Brasileira. Se não for barrado na CCJ, do Plenário não passa e, se mesmo a maioria absoluta das duas Casas concordar, ainda terá que enfrentar a caneta da presidenta Dilma Rousseff e, se ela não o vetar, caberá ainda recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) que, por sua história, tende a impedir que isso se torne uma lei no Brasil – disse. A intenção de Feliciano, com o projeto, seria evitar que seus pares sejam criminalizados caso se recusem a realizar casamentos homossexuais, batizados ou outras cerimônias de filhos de casais gays ou mesmo aceitar a presença dessas pessoas em templos religiosos. O autor do projeto, deputado Washington Reis (PMDB-RJ), visa alterar uma lei de 1989 que define como crime praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, com pena de um a três anos para tais situações A lei tem sido aplicada em socorro aos homossexuais que se sentem discriminados. A criação de uma lei específica contra a discriminação de gays, no entanto, sofre resistência no Congresso. – Deve-se a devida atenção ao fato da prática homossexual ser descrita em muitas doutrinas religiosas como uma conduta em desacordo com suas crenças. Em razão disso, deve-se assistir a tais organizações religiosas o direito de liberdade de manifestação – afirmou Reis. Outro que apoia a ideia é o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ): – Assim, (o projeto de lei) esclarece melhor o alcance da referida norma ao diferenciar discriminação de liberdade de crença. As organizações religiosas têm reconhecido direito de definir regras próprias de funcionamento e inclusive elencar condutas morais e sociais que devem ser seguidas por seus membros – disse parlamentar de ultradireita.  
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